.gif)
Episódio pode remeter ao rumoroso caso Bralanda, no qual essa multinacional é acusada de ter grilado terras e expulsado posseiros no Vale Verde.
O ato considerado de vandalismo ocorrido em Belmonte na sexta-feira da semana passada, dia 15, veio com uma coincidência: a juíza-alvo do ato, Tarcísia de Oliveira Fonseca, foi uma das magistradas designadas pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia TJ-BA no início deste mês, para julgar os processos que envolvem a multinacional Brasil Holanda de Indústria (BRALANDA), que é acusada de ter grilado as terras de mais de uma centena de posseiros no Vale Verde, município de Porto Seguro, na demanda judicial que é mais conhecia como caso Bralanda.

A designação de duas juízas especialmente para julgar os processos que há mais de 30 anos tramitam na Vara Cível da Comarca de Porto Seguro cumpre determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que, atendendo queixa feita pela Associação Rio da Barra dos Pequenos Proprietários do Vale Verde – motivada pela morosidade do Judiciário baiano-, instituiu o Pedido de Providências nº 60, através do qual acompanha a tramitação desses processos.
Além da juíza Tarcísia, foi também designada para julgar os processos que envolvem a Bralanda e os posseiros do Vale Verde a magistrada Marina Radamilans de P. L. da Silva, que atua na Comarca de Simões Filho.
Por: Teoney Guerra
Assessor de Imprensa da Associação do Rio da Barra