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Ação conjunta entre as Polícias Civis da Bahia e do Pará combate grupo investigado por estelionato eletrônico e lavagem de capitais
A Polícia Civil do Estado da Bahia, em ação integrada com a Polícia Civil do Estado do Pará, deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação “Firewall”, destinada ao cumprimento de mandados judiciais contra investigados por crimes cibernéticos praticados em diversos Estados da Federação.
Em Porto Seguro, a operação contou com a atuação da 1ª Delegacia Territorial de Porto Seguro, em conjunto com a Delegacia de Combate a Crimes Cibernéticos do Estado do Pará, 10ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, Delegacia de Proteção ao Turista e GATTI Descobrimento.
A operação decorre do Processo nº 0810830-78.2026.8.14.0401 e compreende, ao todo, 17 mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, relacionados a investigados localizados nos Estados da Bahia, Goiás, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Ceará e Pará.
Até o momento, 11 pessoas foram presas em diferentes Estados da Federação, sendo duas prisões realizadas em Porto Seguro, tendo como alvos G. D. S., de 19 anos, e J. G., de 30 anos.
Durante o cumprimento das medidas judiciais em Porto Seguro, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos aos procedimentos pertinentes e poderão constituir elementos de prova para o prosseguimento da investigação.
DA INVESTIGAÇÃO
As investigações apuraram a prática do golpe conhecido como “falso atendente”, que teve como vítima a empresa Global Eagle Serviços de Telecomunicações Ltda.
Segundo apurado, um dos investigados teria se apresentado como atendente do Banpará e entrado em contato com o gerente financeiro da empresa. Mediante fraude, teria obtido a chave de acesso à conta corrente da vítima, possibilitando a realização de sete transferências fraudulentas, que totalizaram R$ 424.700,00 (quatrocentos e vinte e quatro mil e setecentos reais).
Após as transferências, os valores teriam sido rapidamente pulverizados entre contas vinculadas aos 17 investigados, abrangendo beneficiários diretos e indiretos, inclusive em uma segunda camada de movimentação financeira.
Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de estelionato eletrônico, previsto no art. 171, § 2º-A, do Código Penal; associação criminosa, prevista no art. 288 do Código Penal; e lavagem de capitais, prevista na Lei nº 9.613/1998.
Os investigados alvos da operação estão distribuídos pelos Estados da Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Ceará e Pará, além do Distrito Federal, demonstrando o caráter interestadual da investigação e a importância da atuação integrada entre as forças policiais.
PROVIDÊNCIAS
Os presos capturados em Porto Seguro foram conduzidos à 1ª Delegacia Territorial, onde foram adotadas as providências de polícia judiciária cabíveis, permanecendo à disposição da Justiça.
Os materiais apreendidos serão analisados no curso das investigações, que prosseguem com o objetivo de aprofundar a apuração da atuação dos investigados, rastrear a movimentação dos valores e reunir novos elementos probatórios acerca dos delitos investigados.
A Operação “Firewall” reforça a integração entre as Polícias Civis da Bahia e do Pará no enfrentamento aos crimes cibernéticos e às fraudes eletrônicas, especialmente aquelas praticadas de maneira organizada e com movimentação de recursos entre diferentes Estados da Federação.
Fonte: Policia Civil da Bahia.