Justiça garante continuidade da construção da usina de Belo Monte

Por: Sandro Lima Do G1 / Brasília
09/11/2011 - 20:03:05

Ministério Público contestava decreto que autorizou obras da hidrelétrica.
Por 2 votos a 1, quinta turma do TRF-1 decidiu pela legalidade do ato.

Por: Sandro Lima Do G1 / Brasília

A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu nesta quarta-feira (9) em favor da continuidade das obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. O TRF-1 julgou improcedente o pedido feito pelo Ministério Público Federal do Pará de anulação do decreto que autorizou a instalação da usina em 2005.

O MPF do Pará alega que os índios que moram no local deveriam ter sido ouvidos pelo Congresso antes da aprovação do decreto. O julgamento, que estava empatado, foi concluído nesta quarta com o voto da desembargadora Maria do Carmo Cardoso. Ela considerou legal decreto de 2005 do Congresso Nacional que autoriza a construção da usina.

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A desembargadora Selene Maria de Almeida, relatora do processo, havia julgado inválidos tanto o decreto quanto as licenças que permitiram o início das obras. O desembargador Fagundes de Deus havia votado contra a relatora e favor da usina.

Para o MPF do Pará, houve pressa na aprovação do decreto, o que teria impedido consultas obrigatórias às comunidades indígenas atingidas pela obra.

Depois de concluída, a usina de Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica do país, atrás somente da binacional Itaipu, e a terceira maior do mundo.

Órgãos do governo e empresas que participam do consórcio de construção da usina alegam que Belo Monte não causará impacto aos índios, porque não implicará no alagamento de áreas onde vivem essas populações.

Vista aérea  do local onde será construída a  Usina Hidrelétrica Belo Monte, na Volta Grande do Rio Xingu. A construção da usina tem opiniões conflitantes. As organizações sociais têm convicção de que o projeto tem graves problemas  podendo gerar impacto ambiental devastador para o ecossistema da região

 

 

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