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Por: Paulo Brabosa - Rota51.com
Enquanto a cidade cresce com a chegada de novas empresas, lojas de variedades e de departamentos, uma coisa deixa uma pergunta no ar: “E o lixão”?
Hoje com quase 80 pessoas trabalhando, sem qualquer proteção exigida por lei, homens e mulheres colocam a mão na massa para separar plástico, vidro, ferro velho, papel, cobre, alumínio e outros materiais, para levarem para suas casas o pouco que irá ajudar no sustento da família.
Uma usina de reciclagem ficaria bem no local, dando condições para que todos trabalhassem com o lixo previamente selecionado através da “coleta seletiva”, mas quem importa? O dono do lixo quer é ganhar mais dinheiro, pois com a reciclagem, os lixeiros ganhariam mais vendendo diretamente o que eles recolhem, mas como sempre o infame atravessador não deixa quem põe a mão na massa ganhar o fruto do seu trabalho, são tão abutres quanto os que lá vivem para comer restos, só que lá é diferente, quem fica com o resto é quem realmente trabalha.
As pessoas que lá estão temendo represálias, não mostram o rosto, mas falam á vontade quando perguntados, ganham quase um salário mínimo. Imaginem por quanto eles vendo o que recolhem, tudo em centavos, vejam só: plástico 0,20 cents o kg, ferro 0,10 cents o kg, papel quando está seco 0,5 cents e o alumínio (latinhas de refrigerante e cerveja) 2,00 reais o kg. Já o atravessador deve repassar este material pelo, menos o dobro do preço, o que é uma injustiça.
A cidade começou a crescer com a Veracel Celulose, independente da opinião de muitos, a empresa de celulose foi o primeiro grande passo para este desenvolvimento, mas o lixão ainda é o calo no sapato de muita gente, por outro lado foi criado o Território de Identidade da 8ª região com respaldo de Receber incentivos governamentais para este tipo de serviço, mas até agora nada foi feito e nem visto, é preciso que o Executivo reveja a situação desta entidade e começe a trabalhar neste sentido, pois ao entregar o poder no próximo pleito, pelo menos o trabalho estará começado. Este é mais um jogo de paciência que a população terá de esperar para ver os resultados.