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Por: Urbino Brito
Vivemos em um região com tradição de chuvas abundantes, mas, com as evidentes alterações climáticas em escala planetária a água potável vai ficando cada vez mais escassa. Por isso, é impressionante como as pessoas não se preocupam em aproveitar as águas das chuvas para lavar o carro, roupas, o chão, regar o jardim, lavar a calçada e outras finalidades. Aqui temos precipitações pluviométricas anuais de 1.300mm e se utilizarmos um telhado de 100 metros quadrados, aproveitaremos a cada 100mm de chuvas uma captação de 1000 litros, aproximadamente. Lógico que isso depende da intensidade da chuva e do tempo de duração.
Podemos aproveitar a água das chuvas não só para os afazeres diários, mas também para beber, pois, existe equipamentos de captação com filtros que já fazem o tratamento tornando a água apropriada para consumo humano. Durante a nossa mais recente viagem para a Chapada Diamantina, tivemos oportunidade de ver as famosas cisternas existentes em todo o Cerrado e na Caatinga, onde os sertanejos armazenam água para o ano todo, sendo que cada uma daquelas cisternas armazenam 26 mil litros de água.
Em vários países do mundo a captação das águas das chuvas está se tornando uma coisa corriqueira até em cidades grandes, mesmo tendo abastecimento público de água. Na Austrália, onde o abastecimento já se tornou muito caro devido a escassez, várias residências optaram pela captação proveniente das chuvas. A água de chuva não tem sais minerais, por isto devemos colocar algumas pedras no interior das caixas-d’água e os reservatórios tem que ter capacidade para armazenamento, levando se em conta índice pluviométricos mensal e necessidade de consumo diário. Existem algumas técnicas simples para reter a sujeira que vem junto com as primeiras águas. O telhado é o nosso captador de água, quanto maior, mais chuva pode-se captar. Em um telhado de 100 metros quadrados em um lugar que chove 1000mm de chuva por ano, poderemos captar 100.000 litros de água por ano. Veja a economia que você estará fazendo se tivesse que pagar por esta água.
É possível também usar estas técnicas com grande consumo de água. Em São Paulo, o Colégio Santa Barbara, a construtora Trajab e a Gafisa S.A.- Eldorado Business Tower, também de Sampa já usam em todos o seus empreendimentos e residências, sistemas de captação de águas da chuva. Em Curitiba, desde maio deste ano, todo curitibano que construir ou comprar um imóvel deve estar atento à lei 10.785/03. Também conhecida como Programa de Conservação e Uso Racional das Águas nas Edificações (Purae), passa a fazer parte do Código de Edificações de Curitiba. Assim, toda construção só recebe o habite-se se cumprir estas normas. A Câmara Municipal de Campinas, analisa na sessão de quarta-feira, 24, o Projeto de Lei 129/2007, de autoria do vereador Sérgio Benassi (PCdoB), que trata da criação do Sistema de Uso de Água de Chuva da cidade, em novos empreendimentos como condomínios, clubes, entidades, conjuntos habitacionais de demais imóveis residenciais, industriais e comerciais.
Em uma residência padrão a água de chuva pode substituir a água tratada potável da rede pública em diversas aplicações tais como vasos sanitários, máquinas de lavar, irrigação de jardim, lavagens de carro, limpesa de pisos e piscinas, representando uma economia de 50% do consumo conforme tabela abaixo.
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Como a nossa a água docê é finita e em breve pagaremos muito caro por um copo d’água vamos começar a nos preocuparmos em construirmos as nossas residências, hotéis ou prédios comerciais com um projeto de captação de água de chuva porque assim estaremos economizando água potável que num futuro não muito longínquo será vendida a peso de ouro.
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