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http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/10/brasil-entra-no-foco-das-montadoras-estrangeiras-de-caminhoes.html
Se há um setor que não sabe o que é crise é o de montadoras de caminhões no Brasil. Esse mercado cresce a um ritmo de 15% ao ano. Por causa disso, tem até fila de montadoras estrangeiras querendo se instalar no país.
Com a Europa e os Estados Unidos em crise, as vendas dos grandalhões estão despencando. Está todo mundo de olhos arregalados nos caminhões, e os fabricantes não tiram os olhos dos brasileiros. Tanto que estão exibindo o que tem de melhor: como um caminhão com jeitão de casa e que custa R$ 400 mil.
Em dois anos, o numero de montadoras vendendo caminhões no país saltou de 5 para 13 e até 2015, deve chegar a 20. Estamos importando mais pesos-pesados, principalmente da Europa, mas estamos exportando em um ritmo maior. Chile, Argentina, Peru e países da África garantiram crescimento de 26% nas vendas externas em 2011.
“Nós temos Europa e Estados Unidos como dois grandes mercados que estão estagnados e não têm condição de crescimento. Nós temos China e Brasil, que são outros dois grandes mercados e estão crescendo. Então, entre fazer uma fábrica na Europa ou uma nos Estados Unidos, acho que o Brasil acaba sendo uma opção mais lógica”, afirmou o diretor da Schacamn, João Capussi.
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Três chinesas e uma americana aproveitaram essa feira para anunciar que querem se instalar no Brasil. Antes vão negociar incentivos fiscais e um prazo maior para cumprir as regras de nacionalização de componentes e não ter de pagar o novo IPI de 30%.
Além de a economia estar aquecida e de a safra de grãos ser recorde, o que estimula a venda de máquinas, a corrida por caminhões novos está sendo puxada por outro fator: a legislação. No ano que vem, as montadoras só vão poder produzir caminhões com motores preparados para o chamado “padrão euro 5”, que prevê menor emissão de gases poluentes.
Para se adequar aos novos padrões, o preço dos caminhões deve subir até 15% na fábrica. O crédito
oferecido pelo BNDES estimulou empresas e autônomos a anteciparem a renovação da frota. Quem já fabricava no país anunciou investimentos de R$ 1,5 bilhão só neste ano.
O diretor da Ford Caminhões, Oswaldo Jardim, diz que não tem medo da concorrência que vem de fora.
“Acho que é muito interessante a chegada de outros competidores, porque nos dá a oportunidade de melhorarmos e também mostrarmos o que a gente já faz de bom”, disse o diretor da Ford Caminhões, Oswaldo Jardim.
Estimativas do setor dão conta de que hoje o Brasil tem três milhões de caminhoneiros. Eles ainda transportam grande parte da produção agrícola e industrial do país.