Exposição com fotos de "Gênesis", de Sebastião Salgado, abre na terça no Rio

Por: Folha de São Paulo
10/06/2013 - 09:02:28

Folha de São Paulo

 Sebastião Salgado em frente à montagem da exposição de "Gênesis", no Rio - Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

Uma exposição com fotos da série "Gênesis", de Sebastião Salgado, está sendo montada no Rio e tem abertura prevista para terça-feira (27), no Jardim Botânico.

Por causa da publicação do livro do fotógrafo no Brasil e da realização da mostra, a editora alemã Taschen montará pela primeira vez uma loja no país. Instalado no Museu do Meio Ambiente, que fica no parque carioca, o espaço de 20 m² venderá apenas produtos inspirados nas 245 imagens da série do fotógrafo brasileiro.

A mostra Genesis de Sebastião Salgado traz ao Museu do Meio Ambiente do Rio de Janeiro 245 imagens que prometem tirar o fôlego dos visitantes, ao mesmo tempo em que ressaltam as radicais mudanças ambientais que impactam nossa paisagem natural. Na imagem, iceberg entre a ilha Paulet e as ilhas Shetland do Sul no mar Weddell, na península Antártida, em 2005 - Foto: Divulgação

Além do livro "Genesis" (R$ 159,90, 520 págs.), com tiragem inicial de 12 mil cópias em português (mais 10 mil já sendo impressas na Itália), a Taschen venderá uma dezenas de itens distintos.

Um retrato das belezas de um mundo intocado e imune às radicais mudanças ambientais e sociais que transformam o planeta. Este é o projeto Genesis, exposição do fotógrafo Sebastião Salgado, resultado de uma jornada empreendida pelo autor a cantos intocados do globo, que está em cartaz no Museu do Meio Ambiente entre os dias 29/05 a 26/08, de terça a domingo, das 9h às 17h, entrada gratuita. Vista da confluência do Colorado e do Little Colorado, a partir do território dos navajos, no Parque Nacional do Grand Canyon, Arizona, EUA, em abril de 2010 - Foto: Divulgação Genesis é a terceira exploração de longa duração do fotógrafo, depois da série Trabalhadores e Êxodos. "Uma jornada às paisagens terrestres e aquáticas, às pessoas e aos animais que permaneceram intocados, preservados do mundo acelerado dos nossos dias. Um testemunho de que nosso planeta ainda abriga vastas e remotas regiões onde a natureza reina em silenciosa e imaculada majestade", descreve Sebastião Salgado. Tipicamente, as mulheres da povoação zo'é Towari Ypy usam o urucum (Bixa orellana), o fruto vermelho do urucueiro, para colorir seus corpos. Também o usam para cozinhar. Foto no Pará, Brasil, em 2009 - Foto: Divulgação
O fotógrafo, que tradicionalmente trabalha com imagens em preto-e-branco, repete a técnica em Genesis. Ao longo de oito anos, viajou por mais de 30 lugares, explorando ambientes remotos e de difícil acesso. Antártida, Ilhas Galápagos, África e Alasca são alguns dos cenários que ambientaram as cenas retratadas. As imagens consolidam aquilo que o próprio autor considera como uma carta de amor ao planeta. Na foto, uma baleia-franca-austral (Eubalaena australis ) navega no cenário do Rochedo de Puerto Pirâmides, a principal referência geográfica do litoral de Golfo Nuevo, na península Valdés, Argentina, em 2004 - Foto: Divulgação Na obra de Sebastião Salgado, este é o terceiro mergulho de longa duração em questões globais. Trabalhadores (1986-1992) e Êxodos (1994-1999) retrataram as duras consequências das radicais mudanças econômicas e sociais sobre as vidas humanas. "Desta vez, ele trata do nosso ambiente natural", descreve a curadora Lélia Wanick Salgado, "mas, ao invés de colocar os holofotes nas consequências da poluição e das alterações climáticas sobre a terra, o mar e o ar, Salgado nos oferece um poema de amor, com imagens que exaltam a majestade e a fragilidade do nosso planeta, retratando a beleza deslumbrante de um mundo perdido que de alguma maneira ainda sobrevive. E essa beleza proclama: isso é o que está em perigo, isso é o que devemos salvar". Na foto, Teureum, sikeirei é chefe do clã Mentawai. Este xamã está preparando um filtro para sagu, a partir das folhas do próprio saguzeiro, na Ilha Siberut, Sumatra Ocidental, na Indonésia, em 2008 - Foto: Divulgação
 Trabalhando, como sempre, em preto e branco, Salgado fez mais de 30 viagens diferentes a regiões remotas do globo - a maioria delas, inóspita e de dificílimo acesso - nesses oito anos, desde 2004. Cada saída de sua base em Paris envolveu aviões de pequeno porte, helicópteros, barcos e canoas, e exigiu frequentemente longas caminhadas em terrenos difíceis, enfrentando extremos de temperatura. As mulheres mursi e surma são as últimas mulheres do mundo a usar discos para estender os lábios. Dargui, povoação mursi no Parque Nacional Mago, perto de Jinka, na Etiópia, em 2007 - Foto: Divulgação  Iguana-marinha (Amblyrhynchus cristatus ) em Galápagos, no Equador, em 2004 - Foto: Sebastião Salgado
No Vale do Omo, na Etiópia, pessoa é fotografada com alargador nos lábios Amazonas - Images/Divulgação/Sebastião Salgado Nas ilhas Galápagos, fotógrafo Sebastião Salgado registra dois jabutis gigantes Amazonas - Images/Divulgação/Sebastião Salgado
Sebastião Salgado caminha pela parte externa da exposição "Genesis" no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Foto: Elisa Freitas/UOL Sebastião Salgado registra a montagem externa da exposição "Genesis" no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Foto: Elisa Freitas/UOL
Detalhe da sessão Terras do Norte da exposição exposição "Genesis" no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Foto: Elisa Freitas/UOL Parte da exposição "Genesis" de Sebastião Salgado pode ser vista na área externa do Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Foto: Elisa Freitas/UOL
Na obra de Sebastião Salgado, este é o terceiro mergulho de longa duração em questões globais. Trabalhadores (1986-1992) e Êxodos (1994-1999) retrataram as duras consequências das radicais mudanças econômicas e sociais sobre as vidas humanas. "Desta vez, ele trata do nosso ambiente natural", descreve a curadora Lélia Wanick Salgado, "mas, ao invés de colocar os holofotes nas consequências da poluição e das alterações climáticas sobre a terra, o mar e o ar, Salgado nos oferece um poema de amor, com imagens que exaltam a majestade e a fragilidade do nosso planeta, retratando a beleza deslumbrante de um mundo perdido que de alguma maneira ainda sobrevive. E essa beleza proclama: isso é o que está em perigo, isso é o que devemos salvar". Na foto, Teureum, sikeirei é chefe do clã Mentawai. Este xamã está preparando um filtro para sagu, a partir das folhas do próprio saguzeiro, na Ilha Siberut, Sumatra Ocidental, na Indonésia, em 2008 - Divulgação As viagens, cada uma de várias semanas de duração, resultaram num conjunto de imagens que, ao final, foi dividido em cinco seções que formam os núcleos da exposição. "Optamos inicialmente por uma aproximação temática", explica a curadora Lélia Wanick Salgado, "destacando as origens geofísicas da terra, seus animais e sociedades primitivas. Porém, as explorações às diversas regiões resultaram em imagens dedicadas a temas também diversos. Decidimos, então, organizar as fotografias em ecossistemas, acreditando ser esta a melhor maneira de vislumbrar o funcionamento da natureza". Quando o clima é particularmente hostil, os nenets e suas renas podem passar vários dias no mesmo lugar. Norte do Golfo de Ob, dentro do círculo ártico, na península de Yamal, na Sibéria, Rússia, em 2011 - Divulgação

 

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