Uma Crônica ao Amor

Por: Teoney Guerra
09/05/2013 - 07:07:37

A cama desfeita, desarrumada, contrastava com o silêncio e a paz que quedavam sobre o quarto. Uma leve brisa penetrava pela janela entreaberta fazendo tremular levemente a cortina, arejando aquele ambiente acolhedor. 

A penumbra aconchegante escondia os duendes travessos e os acalmava, fazendo-os guardiões de um templo propício ao amor. O silêncio, a brisa, a penumbra, um ambiente mágico, habitado por um anjo confidente, conivente, perpetuador da vida e do prazer.

Num canto, as rosas. Como faltar? Frágeis, melindrosas, mas belas. Em tons carmim, a testemunhar uma paixão correspondida, vivida em toda sua plenitude. 
As fotos, diversas, espalhadas por sobre um pequeno armário e iluminadas por um facho de luz vindo do abajur, que perpetuavam momentos de alegria vividos a dois. 

Lá fora a chuva, imperceptível em razão do sono pesado, reconfortante, reparador das energias antes trocadas no roçar frenético dos corpos sedentos e suados, agora, inertes, entrelaçados sob os lençóis.

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