Fechado acordo salarial entre o STTR e terceirizadas da Veracel

Por: Bento Quinto
25/04/2012 - 06:30:16

Por: Bento Quinto

Eunápolis – 24/04/12 – O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Florestais e da Silvicultura de Eunápolis (STTR), conduziu firme e equilibradamente as três rodadas de negociações em torno da Campanha Salarial 2012/2013 junto às empresas terceirizadas da Veracel Celulose, todas  atuantes no segmento florestal. O resultado desse esforço conjunto resultou “em ganhos para os trabalhadores  associados nossos”, comenta Tico Lisboa, presidente da entidade sindical acrescentando que o resultado favorável abrange muitos itens pautados em assembleias passadas.
O sindicalista destaca entre as conquistas obtidas no acordo coletivo para esse biênio, os itens “piso salarial que passa a ser de R$-650,00 (acima do Salário Mínimo), aumento do incentivo na aplicação de herbicidas que sai de R$-4,00 para R$-5,00, o abono salarial que no ano passado foi R$-150,00 nós conseguimos agora elevar para R$-160,00, conseguimos agora aumentar dois itens na Cesta Básica que são mais um quilo de arroz e meio quilo a mais de carne bovina Charque, conseguimos a retirada do banco de horas para reduzir o trabalho de horas extras, com exceção da KTM que a gente continua negociando”, enfatizando que houve avanços significativos nesse processo todo.

A imprensa local ouviu representantes das terceirizadas, indagando sobre eventuais dificuldades para fechamento do acordo coletivo e obteve de Daniela, da STCP que “todo o processo de negociações foi tranquilo”. O mesmo afirmam Paulo, da KTM e  Marcelo, da Carpelo S.A.. E Roberto, da Bonella Florestal enfatiza: “a cada ano a gente procura de forma transparente entre o Sindicato e as prestadoras de serviços buscar o que é melhor para o trabalhador e, ao mesmo tempo visando, também, preservar o lado econômico de cada empresa”. Segundo ele “esse ano o processo foi muito bem conduzido por ‘Tico  do Sindicato’, a quem queremos agradecer pelo equilíbrio e bom senso”.

Tico Lisboa, comentando as palavras dos representantes das empresas diz: “eu acho que no momento o setor produtivo e o setor que representa a mão-de-obra, ou seja, o capital de um  lado e o trabalho do outro têm que estar preparados para esse tipo de relacionamento, até porque a gente tem que se respeitar”. “Acho que houve isso aqui... é tanto que a gente conseguiu fechar o acordo em apenas rodadas”, finaliza.

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