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Por: Bento Quinto
Eunápolis – 21/03/12 – Em entrevista ao radialista Bento Quinto, apresentador do Jornal da Manhã na Rádio Jacarandá-AM, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Eunápolis, Geovaldo Miranda afirmou que vem percebendo um declínio no comércio local de uns três anos para cá, fenômeno alimentado ou justificado, segundo ele, por três variáveis importantes: o capital circulando no mercado não aumentou; novas empresas de segmentos diversos do comércio continuam chegando; e, os preços dos aluguéis praticados aqui incluindo as famosas “luvas” são muito caros.
Geovaldo, que também é comerciante e inventor no segmento eletrônico, diz que para obter esse diagnóstico “há dez anos vimos analisando o gráfico de crescimento do nosso comércio acompanhando o aumento das vendas, fazendo o comparativo da quantidade de real (moeda) por pessoa e o aumento da clientela a cada mês”. “Destacamos”, prossegue, “a importância da vinda de mais e mais empresas do comércio para Eunápolis, mas, por outro lado lamentamos profundamente o enfraquecimento e, ainda mais grave, o desaparecimento de diversas lojas da nossa Cidade”.
Citando o exemplo de Paragominas, cidade de cerca de 120 mil habitantes no Estado do Pará, o empresário lembra que aquele Município foi extremamente prejudicado do ponto de vista econômico por conta de três desastrosas administrações públicas, as quais acabaram obrigando a única indústria existente do segmento de madeira a deixar a praça, afetando diretamente o comércio local. No caso de Eunápolis, segundo ele, bem melhor seria a administração do Município investir na construção de um centro administrativo reunindo todo o complexo de secretarias, em vez de alugar imóveis da nossa Cidade pagando preços caríssimos, sendo que este é, sem dúvida, um dos fatores que influencia diretamente na exorbitância de preços cobrados pelo segmento imobiliário em nossa praça. Diz ainda que, o comércio sozinho não se mantêm e, por isso, tem de ser prioridade a urgente industrialização em nosso Município.