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Passados 155 anos do dia (08/03/1857) em que operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque (EUA) fizeram uma grande greve reivindicando melhores condições de trabalho e equiparação de salários com os dos homens e a manifestação foi reprimida, terminando com a morte de cerca de 130 delas – essa é a origem do Dia Internacional da Mulher -, direitos básicos continuam sendo reivindicados pelas mulheres.
A própria equiparação dos salários de homens e mulheres que exerçam a mesma função, um dos motivos daquela manifestação, ainda não foi resolvida no nosso país, estando em tramitação no Congresso Nacional – o Senado aprovou antes de ontem, dia 6 -, Projeto de Lei (371/11) que proíbe essa prática ainda comum no Brasil.
Apesar disso, importantes conquistas foram obtidas por elas ao longo desses mais de 150 anos: o direito ao voto, direitos no trabalho e a igualdade de direitos, como rege a Constituição Brasileira de 1988.
A conquista de espaços nos cargos públicos e em instituições continua em alta em todo o país. No governo federal, cerca de duas dezenas delas comandam ministérios e cargos chave em importantes setores e empresas, como na Petrobrás, estatal sempre comandada por homens. Na Confederação Nacional da Agricultura (CNA) entidade predominantemente masculina, pela primeira vez, uma mulher ocupa o cargo máximo, a presidência – a também senadora Kátia Abreu.
Em Eunápolis, o mesmo ocorre, com Eliana Menezes dirigindo o Sindicato dos Produtores Rurais.
No futebol, outro reduto machista, a ex-nadadora, Patrícia Amorim, ocupa a presidência de um dos mais importantes clubes brasileiros, o Flamengo.
Porém, a violência contra elas ainda grassa em todas as regiões do nosso país. Em reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência Contra a Mulher, realizada no dia 28 de fevereiro, deputados e senadoras apresentaram sugestões para o plano de trabalho, ressaltando sua preocupação com a persistência de mecanismos ineficientes de defesa da mulher e com a falta de cumprimento pleno da Lei Maria da Penha.
Assim, apesar das comemorações, o Dia Internacional da Mulher é considerado como de reflexão e de incentivo às lutas para muitas delas.