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Por: Paulo Barbosa – Rota 51.com
Ele sempre se fazia presente no eventos, nas paradas e mesmo quando não tinha nada nas ruas, lá estava ele batucando a sua bateria imaginária, e quando alguém fazia alguma pergunta ele sempre respondia: “doidos são vocês, eu não”.
Segundo quem o conhecia mais de perto, seu nome era Valdemi, mas para o resto da população, principalmente para quem tinha por ele um carinho especial ele era apenas o “Paciência”.
Segundo informações ele foi um dos melhores bateristas que o extremo sul já teve, mas os caminhos adversos fizeram com que ele se tornasse não um artista, mas uma figura folclórica.
Todos os dias ele ia na hora do almoço buscar a sua quentinha no restaurante Giovani, e com sua quentinha nas mãos procurando um local tranquilo par almoçar ele dizia: Depois vocês dizem que sou doido, mas eu como no restaurante Giovani, o que mostrava que em seus raros momentos de lucidez, ele sabia discernir o certo do errado, e não gostava de interferências, dias antes, um parente, tirou-o das ruas, ele tomou banho, cortou cabelo e parecia um início de recuperação, mas depois voltou ao seu “modus vivendi”, sujo, sentado nas calçadas e sempre batucando qualquer coisa que pudesse imitar uma bateria já que ele havia sido músico lá na sua terra natal Salto da Divisa.
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A noticia pegou todos de surpresa,, Paciência havia falecido, foi no dia 01/11/2008, nestes 3 últimos anos, poucas pessoas se lembraram dele, mas para quem convivia sempre com ele, Paciência passou por este mundo, fez amigos e história e, quando partiu, além da saudade restaram os amigos.
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