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Desde esta quarta-feira 3 de agosto, não há mais na cidade de Guaratinga, nome de rua homenageando presidentes da República do regime militar.
O último nome de rua que ainda restava, homenageando o marechal Castelo Branco, o primeiro presidente após o golpe militar, foi substituído, após a casa legislativa aprovar projeto de lei de autoria do vereador Gelson José de Almeida, que mudou a denominação da rua.
Essa substituição dos nomes das vias públicas, tirando os generais-presidentes e as denominando com nomes de pessoas da comunidade teve início em 1999, quando um projeto de lei do vereador João Medina, que denominava de rua Júlio Pereira dos Santos a então rua presidente Ernesto Geisel foi aprovado na casa legislativa.
Este ano, as outras três ruas que homenageavam os generais da ditadura tiveram as denominações alteradas. Em 15 de março, através de projeto de lei do vereador João Pereira Ramos, a rua Presidente João Figueiredo foi denominada de rua Antônio Vieira Arruda; a Presidente Médice passou a ser denominada Manoel Malaquias de Menezes, por projeto de Bronísio Gonçalves Dias Filho; e nesta quarta-feira, a então rua Castelo Branco passou a ser chamada rua Joana Moura, uma homenagem a uma das pioneiras de Guaratinga.
A substituição nos nomes dessas ruas é uma espécie de repúdio da Câmara Municipal de Guaratinga contra o regime que perseguiu, prendeu e matou milhares de brasileiros, tendo prendido e exilado, inclusive, um guaratinguense, Antônio Pinheiro Sales, um foi fundador do PT nacional que foi perseguido durante os “anos de chumbo”.
Apesar de ter sido perseguido, Pinheiro Sales está vivo.