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Por: Bento Quinto
O cenário político brasileiro é impactado a partir de Brasília-DF, com as corajosas demissões ocorridas nos altos cargos do Ministério dos Transportes e do DNIT, determinadas pela chefe da Nação, sua excelência Dilma Roussef. O episódio demonstra que o Governo Federal na gestão desta digníssima e distinta senhora, tem perfil sólido no comprometimento com a ética e a transparência, pois, ao ficar claro que havia uma quadrilha dentro do Ministério e do DNIT, superfaturando obras e manipulando desvios de dinheiro público nesse segmento do Governo, ela não titubeou e mostrou a força moral que traz de berço ao promover as demissões através de grandes vassouradas, encontrando paralelo na nossa História somente com o ex-presidente Jânio Quadros. Essa corajosa atitude da mandatária é um tremendo diferencial no cenário político brasileiro, tão marcado por lamaçais de toda sorte ou natureza!
A nossa presidenta da República começa a entrar para a História como a primeira mulher a encarar de frente os enormes desafios políticos, que sempre trancaram os meios de se construir um novo Brasil. Realmente, não é fácil encarar um problema da magnitude do câncer ou doença moral detectado dentro MT e DNIT, onde Dilma é obrigada a encarar a força do PR-Partido Republicano e, sem titubear, começar destemidamente a “cortar na própria carne” o mal que ajuda a desgraçar o País. Devemos os nossos aplausos não apenas à senhora Roussef, como também a aquele que a escolheu como sua candidata ou candidata do então Governo Federal à sucessão presidencial, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje, têm-se a oportunidade de observar o acerto da maioria que a confirmou no mais elevado cargo político da Nação.
Não importa o quanto o Partido Republicano venha a espernear por não se ter “abafado” o absurdo conteúdo dos seus representantes, materializado em roubalheiras. O que realmente é importante é a atitude da mandatária que ora promove tão belo e digno faxinaço. Temos a impressão de que isso é apenas o começo de possíveis outros episódios de natureza semelhante, que devem ocorrer nesse mandato de Dilma Rousseff. Afinal, como disse o humorista Chico Anísio, em uma das edições do Programa Fantástico, da TV Globo, no ano de 1979: “é, malandro, quarto coisas acabam com o Brasil: ladrão; ladrão de ladrão; governo ladrão; e, ladrão de governo”.