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Por: Bento Quinto
Depois de “superada” a crise financeira global gerada pela “bolha” imobiliária norte-americana em Wall Streat no final da década passada, o mundo volta a assustar-se e angustiar-se diante da fria realidade de que, indiscutivelmente, a crise financeira ameaça desmantelar a Europa. O fenômeno presente na economia grega repercutiu fortemente em todo o Continente, onde o Euro agrega os estados-nações em um mercado único, tornando ainda mais sensível os acontecimentos detectados em qualquer de seus membros.
Depois da Grécia, a crise financeira abalou Portugal, atingiu a Espanha e, agora, depois de mais uma vez sacudir o país grego expõe a vulnerabilidade da Itália, centro do poder do antigo Império Romano. O mundo assusta-se, inclusive o Brasil, levando a chefe da Nação, Dilma Rousseff , a expressar publicamente a preocupação do seu Governo diante da gravidade da situação.
Vivemos em um mundo globalizado e conectado, cenário que de saída elimina qualquer pensamento tolo e irresponsável. Afinal, o que acontece na China ou no Japão, por exemplo, nos atinge aqui no Brasil e América do Sul; o que acontece na África, afeta a Europa; enfim, aconteça o que acontecer em qualquer área do planeta afeta os países em todos os continentes.
Aqui cabe uma pergunta: o que está acontecendo com o berço do capitalismo? Afinal, esse fenômeno, sistema ou chame-se lá como quiser e entenda, o capitalismo surgiu na Europa feudal tornando-se a única força capaz de romper com e desmantelar o feudalismo (pelo menos em tese) e levar países (coroas) desse Continente a investir nas grandes navegações, conquistas e submissão de povos e territórios, transformados em colônias. Foi o capitalismo a força motriz que marcou a História com a Revolução Industrial (a primeira e as demais), a tecnológica e, enfim, o norteador de todas as ações geopolíticas determinadas pelas grandes potências, incluindo-se aqui as duas grandes guerras mundiais que nada mais foram que a disputa pela hegemonia de mercado entre a Inglaterra e a Alemanha num primeiro momento (o resto foi apenas desdobramento do primeiro passo bélico).
Volto com a pergunta: o que está acontecendo com o berço do capitalismo, hein? Será que os séculos de colonização e submissão, de banhos de sangue, de escravagismos e genocídios não foram suficientes para ensinar de que há algo para ser consertado? Com a palavra os cientistas do calibre dos economistas, administradores, sociólogos, historiadores, matemáticos, estatísticos, geógrafos e outros ótimos estudiosos com suas teses e teorias que possam, quem sabe, abrir as cortinas e mostrar ao mundo onde está o erro. A realidade é que não há mais espaço para a hipocrisia, muito menos para a mentira neste início da segunda década do século XXI. Existem muitas questões não resolvidas pelo capitalismo.