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Por: Hugo Santos/RADAR64
EUNÁPOLIS - O transporte profissional em Eunápolis apresenta problemas que colocam em perigo a segurança da sociedade. Sem as qualificações previstas em leis e resoluções federais e municipais, os condutores acabam não contribuindo para um trânsito melhor.
Um levantamento da Polícia Rodoviária Federal, que vem sendo feito desde o começo do ano passado, aponta que setores como o de transporte escolar e individual de passageiros não seguem as regras.
O regulamento exige que os motoristas e motociclistas profissionais tenham qualificação e que os veículos sejam padronizados.
Como isso não vem sendo cumprido, órgãos fiscalizadores, como Policia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Secretaria Municipal de Trânsito resolveram dar um ultimato ao setor.
Na manhã desta terça-feira (08), foi realizada uma reunião com representantes da categoria. Associações de taxista, transporte de emergência, escolar, de passageiros e de cargas e divisíveis foram avisados que seus profissionais precisam ser qualificados - uma vez que na cidade esses cursos já são oferecidos pelo Sest-Senat.
A educação é fundamental. A partir de agora a gente vai começar a cobrar tudo isso’, afirma o chefe de fiscalização e policiamento da PRF em Eunápolis, inspetor Cláudio Santos.
O policial lembra que o campão de infrações é o transporte escolar. Os próprios veículos contratados pelo município, segundo ele, não seguem a legislação. ‘Escolas e universidades particulares estão na mesma situação. Até automóveis comuns são utilizados para fazer o transporte’, complementa.
Outra fonte de acidentes e descumprimento da legislação é o serviço de moto-taxi. Muitos não têm, sequer, o alvará e as motocicletas não seguem a padronização.
O objetivo não é burocratizar, mas exigir que seja prestado à sociedade o melhor serviço possível. O principal objetivo é evitar acidentes’, finaliza Cláudio Santos.