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Por: Bento Quinto
Eunápolis – 23/12/10 – Em rápida visita esta tarde a um pequeno número de lojas de segmentos diversos na Avenida Porto Seguro, a reportagem de NossaCara.com levantou o impacto registrado no comércio local, por causa da pane gerada por incêndio na central de operações da Oi, esta semana em Salvador. O fenômeno “bateu” duro na economia impedindo a concretização de compras, vendas e pagamentos, deixando não apenas empresários, mas, também, boa parte da população consumidora impedida de efetuar qualquer transação no Mercado.
Falando ao Nossa Cara, o jovem Sandoval diz que “por causa disso a Estilo Homem fica impedida de fazer 80% das suas vendas, já que trabalhamos basicamente com cartões de crédito”. Visitando a Loja Colchões Ortobom, a reportagem ouviu a gerente do estabelecimento, Maalica de Oliveira que afirmou ter sofrido queda de metade das vendas por causa da impossibilidade de receber pagamentos em cartões. Problema com impacto ainda maior na Star Jeans, onde 100% das vendas são feitas com pagamentos em cartões. Na Dit, a gerente Rita de Cássia diz que “infelizmente, por conta dessa situação nossas vendas caem pela metade”. Até a Violeta Perfumaria, da socialite Maria Estela, absorve prejuízos da ordem de 15% devido ao fenômeno da Oi.
A postura de NossaCara.com é a de que alguém tem de ser responsabilizado por essa catástrofe que atingiu em cheio além da Bahia, também os estados de Sergipe, Alagoas, Piauí, parte do Maranhão e Pernambuco. Assim como o mundo foi duramente atingido pela crise financeira global gerada pelas mutretas de Wall Streat, igualmente as economias desses estados nordestinos estão sendo castigadas. Pior, isso acontece justamente em cima do Natal e Reveillon, período de grandes volumes de compras, viagens e férias exigindo máxima agilidade. Acrescente-se a isso o fato de o Brasil viver um boom econômico sem igual na sua História. Diante desse cúmulo quem pagará a conta de tantos e incalculáveis prejuízos? É o nosso protesto em nome da própria sociedade da qual fazemos parte. Ainda em tempo, por que a operadora Oi não dispunha de um Plano B para utilizá-lo em emergências como esta?