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Este ano o prêmio MPE Brasil mostrou a força das pequenas empresas do interior da Bahia. Nas seis categorias setoriais foram 10 vencedoras das cidades de Jacobina, Jequié, Itapetinga, Irecê, Porto Seguro, Lauro de Freitas e apenas uma de Salvador. Já no destaque Responsabilidade Social as duas vencedoras vieram de Feira de Santana e Jequié.
A premiação aconteceu na noite de segunda-feira, dia 13, no Espaço Oceania Hall, em Salvador, e contou com a presença de representantes do SEBRAE, ABGC-Associação Baiana para Gestão da Competitividade, Movimento Brasil Competitivo (MBC), Grupo Gerdau e FNQ (Fundação Nacional de Qualidade). O objetivo do MPE Brasil é permitir que os empreendedores possam traçar um diagnóstico do seu desempenho e analisar oportunidades de melhoria na gestão.
Na abertura da entrega do prêmio MPE Brasil, o superintendente do SEBRAE Bahia, Edival Passos, parabenizou inicialmente a todos as 4.718 empresas que acreditaram e se inscreveram. Edival destacou um crescimento de mais de 100% no número de participantes nos últimos cinco anos do MPE Brasil na Bahia. O superintendente garantiu que as empresas que não foram finalistas vão participar do Programa do SEBRAE Escola da Competitividade, um programa subsidiado que vai ajudar estas empresas a serem mais competitivas.
Edival Passos lembrou que o prêmio MPE Brasil vem mostrar para as empresas que o conhecimento não é uma necessidade mecânica, mas que faz bem a alma e a competitividade. O superintendente do SEBRAE Bahia alertou aos empresários para a importância deles verem a criatividade e o empreendedorismo de forma sustentável e que o desafio é olhar a dimensão cultural da competitividade.
Preocupação com a qualidade
Na categoria serviços de Turismo o grande vencedor foi o empresário Eduardo Oberlaender, da Maré Barraca de Praia de Arraial d´Ajuda, em Porto Seguro. Muito emocionado ao receber o prêmio ao lado de um dos garçons, que chorava de alegria, o empresário agradeceu em especial a equipe de funcionários que acreditou na sua teoria de colocar qualidade nos serviços da barraca de praia e convidou a todos os presentes a conhecer pessoalmente o local.
Antes mesmo de ganhar o premio empresário já dizia que se sentia um vitorioso em ser um dos finalistas. Desde o começo do negócio, quando na praia da Pitinga mal havia chegado luz elétrica, Eduardo tinha computador no bar e sabia que mesmo em uma barraca de praia poderia aplicar programas de melhoria de gestão que eram usados nas grandes empresas. Eduardo foi a São Paulo, participou de feiras e comprou um programa de gestão de bares e restaurantes. O mesmo, aliás, que usa até hoje. Desde então, faz relatórios diários, compara com dados do dia anterior e do mesmo dia dos anos anteriores. Sabe centavo a centavo de onde vem e para onde vão os recursos financeiros.
A preocupação com o atendimento, com a formação da equipe – que é praticamente a mesma dos primórdios do bar – e com a qualidade dos pratos e drinques do cardápio vieram dos cursos e capacitações feitas no SEBRAE. “Não só eu, mas todos os meus funcionários fazem os cursos. Acho isso importante, incentivo, e eles também adoram. Tanto que a equipe que tenho quase não foi alterada nestes 17 anos”, explicou Eduardo.