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Por: Teoney Guerra
“Nos próximos 10 anos queremos que a produção e a exportação cresça em torno de 50%”. A declaração foi do presidente da Veracel Celulose, Antônio Alípio, durante sua participação no ciclo de palestras do Seminário Agenda Bahia – Olhando 10 anos a frente, que aconteceu nesta quinta (25), no auditório da Fieb, em Salvador.
Segundo ele o Brasil tem vocação florestal por ser um dos quatro maiores produtores mundiais de celulose, sendo a Bahia a expressão máxima da potencialidade do país. “Somos 2% da produção mundial no setor de florestas plantadas. E essa é a economia que combate as mudanças climáticas”.
Ainda de acordo com Alípio, esse setor é novo no país. Existe desde a década de 50 quando já era importador de celulose, matéria-prima na produção de papel e outros produtos. Na Bahia as florestas plantadas fazem parte da economia local há 20 anos. Pode parecer muito, mas esse número representa, em sua totalidade, apenas três dos mais curtos ciclos de colheita. “Temos rapidez e maior produtividade. No Brasil, uma árvore fica pronta com cerca de sete anos, enquanto em alguns lugares pode chegar a 35 anos”, compara o presidente da Veracel reafirmando o potencial produtivo do país.
Apesar de jovem no estado da Bahia, o setor é altamente significativo. De acordo com dados expostos por Antônio Alípio, possuímos hoje 660 mil hectares de florestas plantadas sendo que 300.000 hectares agregados são áreas de proteção ambiental.
“O mercado de celulose e produção de papel estão em expansão e temos capacidade de gestão para desenvolver esses empreendimentos, e estrutura necessária para continuar crescendo. Esse setor gera 30 mil empregos formais, permanentes, ligados à saúde e segurança e investimentos na qualificação local”, finalizou. Com informações do Correio da Bahia on-line