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Por: Teoney Guerra
Com muito bolo, salgadinhos, refrigerante – para os adultos, cerveja e churrasco- e um parquinho de brinquedos inflados à disposição para a diversão das crianças, a família Bahia e dezenas de amigos comemoraram na noite de ontem (17), mais um aniversário da menina Maria Victória Bahia, filha do casal Carlos Alberto e Maysa Bahia.
A festa foi realizada na casa dos pais, no bairro Antares, em torno da piscina, com a presença dos avós paternos, Ailton e dona Lidinha, irmãos, tios, primos, sobrinhos, compadres e algumas dezenas de amigos.
Maria Victória que completou 8 anos de idade, teve, nas diversões, a companhia de muitos primos, colegas da Escola Kennedy – onde cursa a segunda série – e amiguinhos.
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REMINISCÊNCIAS DO PATRIARCA
O ambiente familiar motivou o patriarca dos Bahia, seu Ailton, a relembrar fragmentos da vida de trabalho e doação à família, que resultava em momentos como aquele, de completa realização.
Sentado à mesa com a nossa reportagem, alguns parentes e amigos, relembrou a sua chegada com a família, aos oito anos de idade, no dia 5 de novembro de 1955, ao pequeno sítio que o pai adquirira nas proximidades do rio Buranhém. “Tenho algumas lembranças. Tudo isso aqui era mata. Umas casinhas, algumas cobertas de palha, que ficavam lá onde hoje é a avenida Porto Seguro... por ali”, relembra.
Poucas são as lembranças de Almenara, Minas Gerais, onde nasceu e viveu até a família mudar-se para os arredores do então Km 64.
Quarto dos dez filhos do casal Enedino Antunes Bahia e Jovita da Rocha Miranda, assim como os irmãos, não teve vida fácil. Cresceu no trabalho na roça, inicialmente na pequena propriedade de três alqueires da família. Da infância doentia e a criação sob a rigorosa vigilância do pai – o que era normal naquela época -, guarda boas e tristes lembranças, principalmente por ter sido considerado quase morto aos dez anos, durante um ataque de amarelão: “Fui salvo tomando Ankilostomina Fontoura, comprada em Minas Gerais, por João Camilo, um amigo da família, numa viagem que demorou cinco dias”, se recorda.
Ainda na pré-adolescência, na casa dos pais, teve um breve contato com os livros, uns noventa dias de alfabetização, com o cunhado e professor, Felinto. “tudo o que estudei”, relembra.
Apesar da fragilidade da saúde, por volta dos 15 anos começou a vida de trabalhador braçal nas fazendas da região, fazendo todo tipo de trabalho para ou outros. “Fiz cerca, cuidei e toquei gado, plantei e colhi. Vendi até quiabo”, relembra. Aos 21 anos o casamento com Marildes Lima Bahia – Lidinha – e os primeiros filhos: Júnior e Maysa. Tempos de muitas dificuldades vividas com a família, que talvez o tenham tornado “muito seguro” com o dinheiro adquirido.
Também está na vivo na memória, o primeiro negócio que fez aos 24 anos: a compra de duas vacas, início de uma nova vida, próspera, de comerciante e corretor de gado. “No dia 30 de outubro de 1974, sentei no meu primeiro alqueire de terra”, rememora. Uma referência à compra do direito de posse de uma pequena propriedade, que media, exatamente, um alqueire, e depois se tornou a fazenda que ainda hoje tem no Ponto Bahia. Depois adquiriu uma caminhonete com a qual passou a pegar fretes. “Cansei de transportar por sábado, seiscentos, setecentos sacos de farinha. Pegando na cabeça, carregado a caminhonete e depois transportando. Todo esse trabalho sozinho, para economizar”.
O nascimento dos outros dois filhos: Arilton e Mariza, os negócios cada vez mais prósperos, a compra de outras propriedades, fazem parte do capítulo mais atual, que também foi relembrado por seu Ailton, agora, com a expressão facial mais alegre, demonstrando realização pessoal, familiar, e a felicidade daquela comemoração corriqueira de uma família muito festiva, mas representativa de uma vida inteira dedicada ao trabalho e ao bem estar do que de mais importante Deus lhe deu, a sua família.