
Por: Teoney Guerra
Uma solenidade simples, realizada na Quadra A do Cemitério da Consolação, no início da noite desta segunda-feira (10 de maio), marcou o adeus de parentes e amigos ao empresário e desportista, Eduardo José Bathomarco Lemos Oliveira, mais conhecido como Aurora, morto em acidente automobilístico ocorrido ontem, na BR 101, na altura do Km 596, no município de Camacã, a cerca de 120 quilômetros de Eunápolis.
As manifestações de pesar tiveram início assim que o corpo chegou ao Ginásio de Esportes ACM, no bairro Centauro, por volta de 1 e meia da tarde - após chegar do Instituto Médico Legal (IML) de Itabuna.
Exposto à visitação, o féretro foi velado durante toda tarde. Centenas de pessoas, jovens, adultos e pessoas idosas, pilotos e dirigentes da Federação Baiana de Motociclismo: o atual presidente, José Carlos – Zé do Rádio –, o ex-presidente, Rui Nunes diversos pilotos de Eunápolis e outras cidades, vereadores, e autoridades, entre elas os ex-prefeitos: Paulo Dapé (Eunápolis), Júnior Dapé (Itabela), Ubaldino Júnior (Porto Seguro) e o atual prefeito daquela cidade, Gilberto Abade, fizeram questão de chegar perto da urna fúnebre, manifestando profunda consternação pela morte prematura de Aurora.
A mãe dona Celeste e o pai seu Betinho, em alguns momentos, deram a impressão de não ter forças para resistir à perda. A ex-esposa, Maisa Giuberti e as filhas Clarice e Milena, também abatidas, demonstravam resignação. A namorada, Giselia, durante todo o tempo se manteve a distância da família de Aurora, só se aproximando do caixão por alguns minutos, para se despedir.
Por volta das 17 horas, no horário previsto, o cortejo fúnebre deixou o ginásio. Seguiu pela avenida Dr. Paulo Souto, rua Demétrio Couto Guerrieri, avenida Santos Dumont e depois pelas ruas do bairro Pequi, chegando ao cemitério já após as 17h30mim, com o tempo escuro e uma garoa fina ameaçando chuva. Pilotos do 64 Off Road – clube de motociclismo fundado por Aurora – e do Zaga Moto Clube levaram o corpo do companheiro até a sepultura.
A cerimônia de sepultamento durou menos de meia hora, sob um clima de consternação e resignação. Gilson Oliveira, gerente da Marcenaria Aurora – de propriedade de Eduardo e da mãe -, fez uma breve mensagem de despedida, falando do temperamento dinâmico e amigo de Aurora. Jorge, um amigo, falou também das suas qualidades, do temperamento um tanto apressado e nervoso nos momentos de dificuldades. Um Pai Nosso e duas músicas cantadas por parte do público fecharam a despedida, enquanto os parentes mais próximos jogaram pétalas de rosas sobre a urna fúnebre.
Já era noite, quando o jazigo foi fechado com tijolos.
FATALIDADE
Conversas mantidas pela nossa reportagem com amigos mais próximos de Aurora e dos familiares, dão conta de que o acidente e a morte, apesar de chocarem os familiares, foram recebidos como uma fatalidade. De acordo com essas fontes, a ida dele a Salvador era absolutamente desnecessária, e aconteceu por uma daquelas coisas que só se explicam para ser motivo da morte.
A caminhonete de Aurora apresentou um defeito, e como estava no seguro, a seguradora providenciou a remoção do veículo para Salvador - onde a concessionária tem assistência técnica autorizada – e o conserto. Se comprometendo também a trazer o carro de volta. Sem ser necessária a sua ida, Aurora decidiu ir buscar o carro, no que teria sido aconselhado por diversas pessoas a não ir. Teimoso, fez a viagem, que teve o fim trágico.