
Cada uma das quatro aldeias da região, próximas de Porto Seguro, presentes no 6º Jogos Indígenas da Aldeia Velha, realizado no distrito de Arraial d’Ajuda, apresentaram seus rituais com o Awê (dança e música pataxó), na abertura das festividades, dia 29 de abril.
O evento, que já está se tornando tradicional para os 744 moradores da Aldeia Velha, visa à integração com os irmãos indígenas de outras comunidades, por meio de jogos e interatividades. “Muitos índios não têm facilidade para sair de suas aldeias para visitar as outras. Por isso, acredito ser de grande importância essa oportunidade para estreitar laços de amizade e diálogo sobre as questões de interesse do índio, tanto no âmbito municipal quanto no estadual e federal”, explica o cacique Urubaiã.
Durante o encontro, também foi feito um tributo ao índio Pataxó
Hã-Hã-Hãe , Galdino, há muitos anos assassinado em Brasília. “Esse momento é oportuno para relembrar o irmão que lutava por nossos direitos e que foi covardemente morto”, relembra o cacique. A homenagem foi feita por meio de canções na língua indígena, falando de paz e união.
Lideranças políticas, turistas e pessoas da comunidade acompanharam as acirradas disputas entre os índios da aldeia de Imbiriba, Nova Coroa, Coroa Vermelha, Jaqueira e Aldeia Velha, durante os mais típicos jogos indígenas, como corrida com tora, corrida de maracá, arco e flecha, zarabatana e futebol masculino e feminino.
Quem prestigiou a manifestação cultural Pataxó, também pode apreciar a exótica gastronomia da etnia, regada a kauim (bebida), com variados pratos, como o famoso peixe na folha de patioba, bolo de puba e de tapioca, além de frutas típicas locais.
O prefeito de Porto Seguro, Gilberto Abade, grande apoiador da iniciativa, acompanhou toda a programação, junto ao secretário do Litoral Sul, Alencar Rocha e da superintendente de Assuntos Indígenas, Soraia Perelo. Ele disponibilizou ambulância e profissionais da saúde para dar suporte durante as competições, além de apoiar toda a organização da festa. “Acredito que valorizar os indígenas, é preservar nossas raízes e nossa cultura”, ressalta o prefeito, que experimentou roupas, cocar e ainda arriscou a participar de atividades com arco e flecha.
Verônica Menezes (reportagem/redação)
Assessoria de Imprensa - Prefeitura de Porto Seguro
Jornalista responsável: Hilda Rodrigues (MTB 4262)