
Por: Teoney Guerra
Em todas as partes do mundo, o concreto é feito pela mistura de cimento, areia, brita e água. Quase sempre, sendo seguidos critérios estabelecidos pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Entretanto, pelo menos dois desses componentes: areia e brita, não têm a mesma qualidade em todo lugar, e essa diferença de composição pode alterar a qualidade do “concreto estrutural”.
É essa diferença da qualidade/composição da areia e a quantidade de água a ser utilizada na mistura, que uma pesquisa em andamento no Grupo de Pesquisas GEMAA (Grupo de Estudos em Materiais e suas Aplicações), do curso de Edificações do IFBA Eunápolis – antigo Cefet -, está pesquisando, e deve apresentar, ao final, uma fórmula para se fazer um concreto estrutural de melhor qualidade na nossa região.
Os estudos que começaram no início deste ano e devem ser concluídos em meados do mês de setembro, já estão em fase bem adiantada, tendo produzido “corpos de prova” cuja resistência é cinco vezes maior do que a verificada em amostras de concreto obtidas em obras em Eunápolis.
No laboratório GEMA é fita a mistura do concreto, que passa pela moldagem dos “corpos de prova”. Esses cilindros são colocados na “cura”, e depois de 28 dias rompidos na prensa hidráulica, sendo aí aferida a resistência do concreto.
A pesquisa que estuda a “influência do fator água/cimento na resistência final do concreto estrutural”, é orientada pelo professor Eduardo Dultra e desenvolvida com o aluno bolsista, Lucas de Oliveira Carvalho, aluno do 3º ano do curso de Edificações. E é desenvolvida com recursos do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e apoiada pela FAPESB (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia). A Britaki, empresa de Eunápolis, fornece todo o material utilizado na pesquisa.
Para o professor Eduardo, a pesquisa tem vários graus de importância, “ desde o aprofundamento do conhecimento técnico, até os benefícios que ela trará para a comunidade, melhorando as técnicas de construção em nossa região.”