
Por: Bento Quinto
Eunápolis – 24/03/10 – Mais de oitocentos trabalhadores da Sertenge, construtora responsável pela edificação das moradias do Projeto “Minha Casa/Minha Vida” (do Governo Federal) em Eunápolis, paralisam as atividades no canteiro nesta quarta-feira, em protesto contra a falta de equiparação salarial com a categoria de Porto Seguro e de Salvador, cujo teto é de R$-913,00 superior ao pago em Eunápolis que ainda é de R$-732,00, devendo ser elevado para R$-840,00.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Madeireira de Eunápolis e Região, Fernando Correia dos Santos, “também a prática pela Construtora de irregularidades é fator determinante na decisão tomada pela categoria de suspender os trabalhos no canteiro hoje, como forma de pressionar a Empresa para a regularização de algumas práticas”.
O sindicalista informa que a categoria em Eunápolis exige equiparação salarial com os “companheiros” de Porto Seguro e Salvador (piso de R$-913,00), pagamento de horas extras, regularização no encurtamento do prazo e garantia de devolução de documentos pessoais a cada trabalhador por parte do Departamento de Recursos Humanos, desembaraços nos pagamentos efetuados pela agência local da Caixa Econômica Federal, além de melhor organização e fluidez no trato com o operariado.
Correia dos Santos, deverá conduzir assembléia geral com os trabalhadores ainda hoje no mesmo local da paralisação. No momento o Sindicato ainda detalha pormenores de alguns itens que serão discutidos.
O assessor Administrativo do Sindicato, diz que “tristeza e indignação são expressões que definem o sentimento de todos, ao vermos uma empresa que se diz grande, atuando dentro de um projeto do Governo Federal onde, temos conhecimento, de que os repasses das medições são feitos rigorosamente dentro dos prazos ou nas datas programadas, portanto, nada pode justificar em cinco meses de obras constatarmos tantas irregularidades presentes aqui”.