
Por: Teoney Guerra
“Chegamos ao limite, e se a nova estação de tratamento não for construída em mais ou menos um ano, Eunápolis terá sérios problemas de abastecimento de água”. O alerta é de Aylton Gomes Lima, gerente do escritório da Embasa de Eunápolis, durante conversa com a reportagem do nossacara.com na tarde do sábado, dia 19, durante um evento ocorrido na cidade.
O gerente da EMBASA esclareceu que o risco de um colapso no fornecimento de água em Eunápolis é real, porque a capacidade de captação, tratamento e distribuição de água pela empresa, que é de 14 mil metros cúbicos, é praticamente a mesma do consumo, 13.500 metros cúbicos. Isso porque as perdas aqui em Eunápolis, segundo ele, são mínimas. O que tem sido motivo de constantes premiações internas.
De acordo com as suas explicações, quando há um problema qualquer e o fornecimento de água é interrompido por algumas horas, demora mais de um dia para o sistema voltar ao normal. Porque a água que vai chegando às residências vai sendo utilizada e o enchimento dos reservatórios só se dá muito tempo depois.
Foi o que ocorreu no final de semana passado, quando as duas bombas apresentaram defeito e pararam de funcionar por pouco mais de um dia.
O problema tem ainda um agravante, segundo Aylton. É que no denominado “horário de pico” da Coelba, o de maior consumo de energia, que vai das 18 horas às 21 horas, os motores da Embasa não funcionam. Porque, a hora de energia nesse horário é muito mais cara. Fora dele, o Kw/hora de energia custa em torno de R$0,20, e durante o “horário de pico”, sobe para algo em torno de R$ 1,50.
Por isso, enquanto não forem feitas as novas unidades de captação e tratamento, nada pode ser feito para melhorar essa situação. Segundo ainda o gerente da Embasa, o projeto está aprovado e licitado, só dependendo do início das obras, que enfrentam problemas burocráticos. Mas não há ainda previsão para o seu início. “A população, a sociedade, precisa pressionar o governo estadual, porque quanto mais demorar, maior será o risco da cidade enfrentar problemas de fornecimento”, garante o gerente.