
Por: Bento Quinto
Eunápolis – 15/03/10 – O novo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Madeireira de Eunápolis e Região, Fernando Correia dos Santos, diz que “os eventos da Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, além das inúmeras obras garantidas pelo PAC, plano de aceleração do crescimento econômico do Governo Federal, são fatores determinantes no aquecimento, a partir de agora, do segmento da construção civil exigindo contratação de mão-de-obra em praticamente todo o País”. “Diante dessa realidade”, avalia o sindicalista, “é óbvio que deverão faltar pedreiros, armadores, mestres-de-obras, eletricistas e outros profissionais do mercado da construção civil, com reflexos, inclusive, em Eunápolis e na nossa Região”.
Correia dos Santos, reconhece que “o principal problema da nossa Cidade e da nossa Região atualmente é, justamente, a famosa mão-de-obra dita qualificada para atender padrões exigidos pelo mercado e que por aqui se escasseia”. Ele explica que ao longo dos anos a Região de Eunápolis “aprendeu a sobreviver e a trabalhar de forma clandestina”, acrescentando que “você passa nas obras e vê bons pedreiros, alguns são até ótimos, mas, lamentavelmente isso não consta em suas carteiras profissionais, prejudicando-os na hora de serem contratados pelas do setor da construção civil”.
A realidade é que ainda em nossos dias inúmeros pedreiros atuam como diaristas recebendo até R$-50,00 (cinqüenta reais), mas que, na visão de Correia dos Santos “estão perdendo o futuro e ficando impedidos de serem contratados pelas empresas construtoras”, alerta. O Sindicato consegue ajudar essas pessoas, garante o sindicalista, encaminhando os procedimentos, bastando os interessados procurarem a sede da Entidade na Rua Duque de Caxias, 834- 1º andar, no centro de Eunápolis.