
Em Nota Pública veiculada no site oficial do município nesta terça-feira, o prefeito de Porto Seguro, Gilberto Abade, comunica a exoneração de Edésio Lima da função de secretário de Governo e Comunicação do município. O gestor afirma ter sido surpreendido pela decretação da prisão preventiva do ex-colaborador, que foi decretada pelo juiz titular da Vara do Tribunal do Júri de Porto Seguro, Roberto Freitas Júnior, a pedido do Ministério Público estadual.
Na nota, o prefeito afirma que não tinha “outra atitude a tomar, senão exonerá-lo para permitir a necessária tranqüilidade para a apuração dos fatos”, e que tem “esperança em Deus que o apontado envolvimento não seja verdadeiro”.
Enquanto isso, o ex-secretário não se entregou à polícia (22h00min). O promotor de Justiça Dioneles Leone S. Filho o considera foragido, enquanto o seu advogado, Gutemberg Duarte, afirma em matéria publicada no site Radar64, que o seu cliente “está tomando as providências no sentido de fazer a sua apresentação espontânea, até porque não é intenção de Edésio ficar foragido”.
Na mesma matéria, o advogado afirma que recebeu com surpresa a expedição do mandado de prisão contra Edésio. “A preventiva é uma medida extrema e excepcional e que só deve ser decretada em caos extremos, entre eles, quando o pseudo acusado furta-se ao comparecimento à justiça, quando tumultua o andamento da instrução processual, enfim, cria embaraços para que se possa ter acesso a sua pessoa. E isso não se enquadra no perfil de Edésio Lima”, argumenta o advogado.
Edésio Lima é acusado de ser o mandante do duplo assassinato contra os professores e sindicalistas: Álvaro Henrique Santos e Elisney Pereira Santos, ocorrido em setembro do ano passado na cidade de Porto Seguro.