
Por: Teoney Guerra
Por decisão liminar do juiz federal do Trabalho, Jeferson de Castro Almeida, de Eunápolis, a eleição realizada no Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transportes Coletivos (SINTARI), no dia 06 de janeiro de 2009, foi anulada, e a entidade sindical vai ter uma diretoria provisória.
A anulação da eleição, mais de um ano após a sua realização, se deu em razão do magistrado acolher recurso interposto pela chapa derrotada, que alegou ter havido fraude entre o pleito e a apuração. A fraude teria ocorrido durante o transporte das urnas de números: 4, 5 e 6, de Porto Seguro para Eunápolis.
Próximo ao distrito de Vera Cruz, os condutores das urnas de votação teriam sido interceptados por um grupo de pessoas, incluindo um policial militar fardado e armado – não identificado -, que teriam subtraído as urnas, levando-as para a sede do sindicato, no bairro Pequi, em Eunápolis.
A suposta fraude teria sido feita nesse ínterim, entre a subtração e a
apresentação das urnas no sindicato para a apuração. Segundo a Decisão Tutelar Antecipada, a fraude foi constatada, uma vez “que as cédulas sofreram alterações grosseiras, com intuito de macular a lisura do procedimento eleitoral, saltando aos olhos a fraude perpetrada”.
Assim, a eleição que levou á reeleição a então presidente, Joselha Silva Barreto, foi anulada, e o juiz determinou a realização de audiência para que a escolha judicial da diretoria provisória, que ocorreu no dia 8, segunda-feira desta semana.
Depois de formalizado o acordo, a nova diretoria provisória foi indicada, tendo como membros, rodoviários dos dois grupos que disputaram a eleição. Joselha foi mantida na presidência, enquanto representantes do grupo da oposição ocuparam a Secretaria e a Tesouraria.
De acordo com a sentença, o magistrado participará pessoalmente de todas as decisões do sindicato.
A nova diretoria será empossada no dia 1º de março, e dirigirá o sindicato até que a ação tenha o mérito julgado. O advogado da parte autora do recurso, Valdeir Ribeiro Costa, diz não ter dúvidas de que o julgamento será favorável aos seus clientes. “A fraude está provada; a Justiça vai prevalecer”, afirmou.