
Dirigentes, ex-dirigentes, convidados e militantes do Partido dos Trabalhadores
(PT) de Eunápolis e Porto Seguro participaram de dois eventos que foram realizados simultaneamente na noite de sexta-feira, dia 16, no prédio que fica localizado na esquina da avenida Joana Angélica com a Santos Dumont -, no centro de Eunápolis. O prédio sedia agora, no primeiro andar, a sede do partido na cidade e o gabinete do vereador Lucas Leite.
O evento, um breve ato político com alguns discursos que marcou a inauguração da sede do PT e uma sessão de autógrafos que registrou o lançamento do livro “Fragmentos 1 – Memórias de um carpinteiro
que muito cedo, aprendeu a dizer não”, de autoria de Otavino Alves da Silva, teve ainda as presenças de dois vereadores petistas: Lucas Leite de Eunápolis e Gilvan Florêncio de Porto Seguro, empresários, lideranças políticas, comunitárias, sindicais e militantes dos dois municípios.
O encontro “marca uma fase na vida do PT de Eunápolis”, afirmou o vereador Lucas Leite no seu discurso. Uma nova fase que promete ser de união entre as duas correntes que há muito tempo protagonizam ferozes brigas internas, expondo o partido diante da opinião pública, e agora, anunciam um
novo tempo de boa convivência. “Agora, as divergências internas, que são normais dentro do partido, serão tratadas entre quatro paredes e resolvidas. Precisamos entender que os adversários estão fora do partido”, ressaltou Lucas. Outros pronunciamentos confirmaram essa nova tendência de comportamento dentro da legenda. O vereador Lucas, que atualmente ocupa a presidência da Executiva Municipal, apresentou, a nova diretoria Executiva eleita, que deverá toma posse dentro de poucos dias - a data não foi definida ainda.

O livro autobiográfico conta uma parte da trajetória política de Otavino Alves da Silva, um antigo e importante militante do PT, que durante a ditadura militar teve os direitos políticos cassados e viveu exilado no Uruguai.
Na obra, o autor relata o que considera o primeiro período da sua vida política, iniciada na sua juventude em 1951, no movimento operário, na cidade de Itapetinga, como militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Depois, a partir de 57, em Belo Horizonte, quando, em 67, em pleno regime militar, teve os direitos políticos cassados. Depois com a vigência do AI-5, viveu no exílio por quatro anos. Voltou ao Brasil e foi um dos fundadores do PT em Belo Horizonte em 80. No mesmo ano, retornou para Bahia, tendo articulado e
fundado o PT em Santa Cruz Cabrália –Eunápolis ainda era povoado. Encerra-se aí o que ele considera primeira fase da sua vida política. Outro livro deverá contar o restante da trajetória de Otavino, a partir daí.