
Da Redação
Luto e tristeza, assim tem sido o dia a dia da Pastoral Diocesana da Criança em
Eunápolis. Dede a terça-feira (12), o número 545 da rua Joaquim Alves Pereira, em Eunápolis, exibe na fachada duas faixas de tecido preto em sinal de luto, e um aviso impresso em computador informa o falecimento de Zilda Arns, a sua fundadora. A porta e janelas cerradas, não significam, entretanto a interrupção do trabalho ali realizado, que continua, em respeito ao compromisso feito pela medica pediatra e sanitarista que morreu na noite de domingo, no Haiti, durante o terremoto que praticamente destruiu a capital daquele pais.

Se a dona Zilda partiu para o plano espiritual, aqui deixou o seu exemplo de dedicação e amor ao próximo, ao mais necessitado, “força que nos encoraja a levar adiante essa sua obra” como afirma Patrícia do Carmo Santos, coordenadora da Pastoral da Criança em Eunápolis.
Em todo o Brasil, o sentimento pela morte da fundadora da pastoral é de que o Pais sofreu uma perda irreparável. E assim foi. Não há um único cantinho desse nosso imenso Brasil, onde a Pastoral da Criança não esteja presente, salvando vidas. Em Eunápolis, mais de 6 mil crianças já
foram beneficiadas pelo programas desenvolvidos pela entidade, que está presente em oito bairros, com o trabalho voluntário de 250 líderes e outros tantos colaboradores.
A criadora da Pastoral da Criança esteve na região duas vezes. A primeira, em 95, quando fez uma visita à Pastoral de Eunápolis, tendo sido homenageada com um jantar, realizado na Cúria diocesana – residéncia do bispo. A segunda foi em Cabrália, durante a missa dos 500 anos. 
Mas, se a perda da dona Zilda deixa tristeza e saudade, o seu legado deixa boas lembranças e reconforta a alma dos que a conheceram. “Ela era como uma mãe; uma pessoa que transmitia tranqüilidade e confiança; uma pessoa muito simples, que só transmitia amor”, definiu Patrícia, que em duas oportunidade esteve com Zilda Arns.