Falta de acessibilidade para portadores de necessidades físicas é realidade no Comércio de Eunápolis

Por: NossaCara.com
08/12/2009 - 17:30:29

 Por: Kátia Bandeira

O jornal Nossa Cara foi às ruas no centro de Eunápolis nesta terça-feira, 8, Lojas com mais de 10 cm acim do nível da calçada dificulta a vida do cadeirante e até mesmo de idososconferir a acessibilidade oferecida aos portadores de necessidades físicas pelo comércio local e, como já se esperava, o resultado é uma vergonha.

O que era pra ser um espaço de livre acesso e uso comum do pedestre virou uma zona de comércio e estacionamento para bicicletas, motos e, até mesmo carros. Ao contrário do que muitos pensam a acessibilidade não se constitui apenas na falta de rampas para os deficientes, como também, no direito em que cada pedestre tem de caminhar livremente nas calçadas e passar na faixa com segurança. O que observamos é que, não só os motoristas, mas os próprios pedestres não respeitam as leis de trânsito. Outro problema que tem Mais uma loja onde seria impossível um cadeirante subir sem ajuda de terceirosafetado a população eunapolitana é o péssimo fornecimento de ônibus nos bairros com horários mau estabelecidos, e a falta de adaptação que estes ainda não possuem para transportar cadeirantes, além dos altos degraus que os mesmos possuem dificultando a subida de idosos e deficientes visuais. Em entrevista ao Nossa Cara.com, Hélio Silva Brandão fala da falta de acessibilidade para os portadores de qualquer necessidade física nos pontos de ônibus, e afirma que é importante o papel da sociedade na cobrança desses direitos, “as pessoas necessitadas passam por dificuldades, se formos no pequi os bares colocam suas Vejam a latura do ônibus não existe uma carro adaptado para portadores de necessidades especiaismesas e cadeiras nas calçadas e, se o pedestre os mesmo deficiente quiser passar tem que desviar, sujeitando-se a um acidente”, diz Hélio. Já o administrador e ex-comerciante de Eunápolis, Luís Eugênio, traz em sua fala a inevitável consciência e participação dos comerciantes nesse processo, “é importante que nós comerciantes ao remodelarmos e construirmos as nossas lojas pensássemos no acesso aos nossos irmãos que tanto necessitam de um meio mais fácil de transitar pela cidade” afirma Eugênio.

Segundo José Miranda, cadeirante, falta um maior interesse da associação dos deficientes em cobrar aos órgão responsáveis a fiscalização da acessibilidade oferecida pelo comércio eunapolitano. “Somos muito prejudicados com a falta desse acesso não só nas lojas, mais nos bancos onde ficamos impedidos de subir aos caixas na parte superior dessas instituições. O que parece é que somos seres inexistentes para a sociedade e não participantes da mesma”, afirma José. Dona Alzina, moradora de Macarani e também cadeirante, disse que sempre que vem fazer os seus exames na cidade sente dificuldade em transitar nas ruas e até mesmo nas clínicas. A verdade é que para todas as pessoas “normais” atravessar uma rua, entrar para comprar em uma loja, ou mesmo consultar sua conta em um banco, são tarefas complicadas no seu dia a dia, imagine para o portadores de  necessidades especiais, seja temporária ou permanente, sem o acesso adequado, se torna uma verdadeira luta.

Hélio Silva Brandão fala da falta de acessibilidade para os portadores de qualquer necessidade física nos pontos de ônibus

 

 

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