
Por: Clícia Marinho
Para milhões de católicos espalhados pelo mundo o Dia de Finados é o dia de celebração da vida eterna de pessoas que já faleceram. Em Eunápolis, cemitérios foram abertos as 6 horas da manhã e terão durante todo o dia uma programação especial de missas para acolher parentes e amigos que neste dia rezam por seus entes queridos.
No cemitério da Consolação, no Bairro Pequi, o movimento é grande. Visitantes limpam túmulos, enfeitam com flores, acendem velas. A preocupação com a dengue já partiu de alguns fieis, que trocaram a água nos arranjos por terra. Até o final desta manha, um grande número de velas já foram acesas no canteiro no cemitério, num ritual de compaixão, silencio e solidão junto às velas.
O dia também movimenta a economia. Ambulantes montaram suas barracas desde as primeiras horas da manhã com serviços de limpeza de túmulos, arranjos, flores e velas. Camila Rocha faz limpeza em túmulos há 3 anos em Dia de Finados e declara que consegue um bom extra neste dia do ano. Para a vendedora de flores artificiais, os fieis tem procurado mais o produto, mas as flores naturais ainda lideram.
História
O Dia de Finados, comemorado pelo mundo cristão, teve inicio com Santo Odilon por volta de 998 na pequena cidade de Cluny, França. Onde passou a comemorar o dia de todos os mortos nos mosteiros beneditinos. No século X a Igreja Católica oficializou a dia, tendo a denominação litúrgica de omnium fidelium defunctorum ( todos os fieis defuntos).