
Por: Clícia Marinho
O primeiro dia da greve nacional dos bancários superou as expectativas segundo a Contraf-Cut (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), com dados parciais até as 20h desta quinta-feira, 24, mostram 2.881 agências paralisadas entre capitais e cidades do interior. A categoria deflagrou greve a meia noite de ontem por tempo indeterminado, em resposta à FENABAN (Federação Brasileira de Bancos) que após rodadas de negociação apresentou proposta de 4,5%, apenas a reposição da inflação dos últimos doze meses, não contemplando a reivindicação de 10% no reajuste salarial da categoria.
Em Eunápolis as seis agências bancárias amanheceram fechadas e usuários já sentem no bolso os reflexos da greve. Segundo informações, a categoria tem tomado força e se mantém firme. Na tentativa de impedir a greve, a Agência Bradesco S.A solicitou do Poder Judiciário o interdito probatório, alternativa comum dos bancos para enfraquecer a categoria, que, entretanto foi negado.
Entre as reivindicações também está à valorização dos pisos salariais, preservação dos empregos e mais contratações, mais segurança no ambiente de trabalho; redução das metas abusivas e préstimo a PLR (Participação dos Lucros Reais). Os grevistas farão hoje a tarde às 16h no saguão do Bradesco na Av. Porto Seguro assembléia que irá avaliar o segundo dia de greve.