Casa Militar estabelece reintegração pacifica de áreas ocupadas por movimentos sociais

Por: NossaCara.com
25/09/2009 - 11:23:24

Por: Clícia Marinho

Foi realizado nesta quinta-feira, 24, na Associação Comercial de Eunápolis encontro de conciliação entre movimentos sociais e representantes legais dos proprietários de terras apropriadas por esses movimentos. O encontro dirigido pelo TC Manoelito, Capitão Paulo Cesar, o Major PM. Elenilson da Casa Militar e o Major Roberto da 7 CIPM, tinha como objetivo cumprir a reintegração de posse desses áreas de forma pacifica ouvindo as partes envolvidas.

Estava na pauta de conciliação as fazendas Monte Sinai, Boa Esperança, Quiemadinha e Santo Antônio. Apoiando os movimento sociais esteve presente o representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado da Bahia (FETAG), Almir Souza. A Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), José Alberto, participou com a missão de expor resultado de mediação dessas terras.

A fazenda Monte Sinai foi a primeira a ser discutida. A área está ocupada há mais de 5 cincos pela Associação Aristeu Carvalho Lisboa, com cerca de 30 famílias. Essa é a segunda reintegração de posse da área, e de acordo com os associados a primeira causou perdas nas plantações, criação de animais e todas as casas foram destruídas. A associação tem agora oito dias para desapropriar área novamente, o que causou preocupação, uma vez que, afirmam não ter lugar para se abrigarem e que perderam tudo novamente. A reintegração da Fazenda Boa Esperança também foi acordada de forma pacífica entre os representantes.

O Movimento de Luta pela Terra, dos acampamentos Dois de Julho e Baixa Verde, respectivas fazendas Quiemadinha e Santo Antônio, levantaram proposta ao advogado Paulo Ott, representando Veracel Celulose. De acordo com o coordenador estadual do MLT, Juenildo Oliveira, as áreas discutidas estão em processo de discriminatória pelo governo do Estado, processo que configura a quem de fato pertence às áreas, se privada ou devoluta. O movimento defende sua retirada após conclusão do estudo, se comprovada à titularidade da área a empresa privada. Segundo Paulo Ott, os proprietários defendem o cumprimento da liminar de reintegração num período de 10 dias para os militantes.

A decisão provocou discursos e palavras de ordem do movimento. O MLT ainda fez referência ao cultivo de cereais na área, estando próximo da colheita. Concluíram que a retirada agora seria um desperdício e prejuízo para os trabalhadores, defendendo a permanência na área para a colheita. Paulo Ott declarou não ter autonomia para assumir a proposta sem antes levar aos cuidados dos proprietários, recusando a proposta no momento, mantendo o acordo de 10 dias para reintegração pacífica da área. Para o coordenador estadual o momento tratou-se de um julgamento. “Fomos julgados e condenados sem direito a defesa". Declara.

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