
Por: Clícia Marinho
Desde o dia 21 de agosto, trabalhadores paralisaram as obras do Gasoduto (GASCAC), que ainda não tem previsão de retorno. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (SINTEPAV), a greve é motivada pela recusa da Petrobras em pagar adicional de periculosidade.
Emerson Gomes, diretor do SINTEPAV e Força Sindical, informou que as negociações de pagamento do adicional de periculosidade começaram desde agosto de 2008 com mediação do Ministério Publico do Trabalho. Na ocasião, foi de comum acordo a elaboração de um novo laudo que atestasse a necessidade de pagamento do adicional. O laudo foi realizado pela Fundação José Silveira e reconhecido pela Superintendência Regional do Trabalho, o que deveria garantir o benefício.
Esta quarta-feira, 2, foi marcada por mais uma assembléia da categoria que ocorre simultaneamente em todos os trechos da obra. Em Eunápolis, o movimento teve inicio às 7h da manhã na base da obra, onde diretores da empresa e da categoria tentaram um novo acordo. Trabalhadores reafirmaram a necessidade de se manter a greve, no sentido de acelerar o processo. “O que prevalece é a vontade do trabalhador”, declara Emerson. Segundo o diretor, este movimento obedece a todos os tramites exigidos por lei, no entanto, as empresas entraram com pedido para julgar a legalidade da greve. O presidente do SINTEPAV, Adalberto Galvão, tem audiência na capital baiana sobre o assunto.
O movimento tem participação de cerca de 10 mil homens, incluindo as subcontratadas. Desses, cerca de 1.900 estão em Eunápolis, e em outros trechos como Santo Antonio de Jesus, Coaraci, Ipiaú e Camacan. A categoria se reúne na próxima terça-feira pela manhã para definir os rumos do movimento.