
É sempre bom retornar ao nosso torrão e dizer: “eu voltei”
Somos meros viajantes que levamos a vida percorrendo caminhos, desbravando fronteiras, conhecendo novas pessoas, adquirindo experiências para que um dia possamos voltar ao convívio dos nossos familiares. Sempre foi assim e sempre o será. Aliás, os nossos antepassados viviam percorrendo e explorando novas fronteiras como forma de encontrar meios para construir o seu torrão, hoje chamado de cidade. Cidade que de longe acompanhamos todo o seu crescimento e desenvolvimento e que também ficamos tristes quando somos informados de algo que não caminha bem com os nossos patrícios. Até mesmo os que morrem, muito embora não sendo parentes, nos deixam tristes e saudosos.
Ainda recentemente fui experimentado por esta realidade que a vida nos reserva. Voltei à pacata cidade de Coarací, onde nasci, meio as milhares plantações de cacau que envolviam as cidades da micro-região cacaueira, às margens do Rio Almada. Logo na chegada, um antigo marco: de um lado, a fazenda do saudoso Joaquim Moreira (antigo fundador) e do outro, a entrada para o ribeirão dos macacos, de tantas e tantas pessoas que por ali tinham propriedade rural, a exemplo do Sr. Caboclo Nambú (outro antigo fundador), falecido recentemente. Logo mais na frente a antiga carcaça da barragem sobre o Rio Almada(que no passado forneceu energia para os moradores do lugar), bem em frente à casa que um dia morou o Sr. João Alves – um antigo boiadeiro que tocou boiadas pelas estradas da ponte nova, antes da chegada do progresso. Daí por diante, foi só recordação, pois muitos dos lembrados já partiram para a vida eterna. Foi assim com o ponto onde funcionou a venda do Sr. Pedrinho, um antigo sobrado que vem resistindo às ações do tempo, bem como do local onde um dia morou e manteve comércio o Sr. Maranhão (que com o seu carrinho de mão cruzava toda avenida Juracy Magalhães até chegar na feira livre que funcionava na praça Jairo Góes(ex-prefeito da cidade), na década de 60.
Logo depois, foram várias as recordações como os quiosques dos Srs. Pedro e Balbino às margens do Rio Almada, onde hoje se ergue a ponte que liga a cidade com o bairro do cemitério. Depois daí, a chegada na rodoviária já mostrava algumas pessoas conhecidas num passado não muito longe e foram vários os cumprimentos. A entrada na rua onde até hoje mora a minha família, a rua Dom Eduardo, me trouxe várias lembranças. Foi ali onde fiz a última fotografia do meu pai, o Sr. Hilário Alves Pereira (in memorian). Foi ali que encontrei o lugar certo e seguro para a morada da minha mãe, a lavadeira dona Raimunda Lima Araujo, que durante 29 anos batalhou nas águas do Rio Almada para criar eu e meus irmãos, como lavadeira de ganho.
Matada a saudade, foi a vez de chegar até o centro da cidade, formado pela avenida Juracy Magalhães e as ruas J.J. Seabra, Clarindo Teixeira, Juvêncio Perí Lima e calçadão da Rua Ruy Barbosa(onde se concentra a maioria das casas comerciais).Foi ali que reencontrei o professor José Ernani da Silva Coelho, atual coordenador pedagógico da rede municipal de ensino. Encontrei também a antiga professora de geografia e desenho, Maria Leda Feitosa, hoje aos 73 anos de idade (com toda jovialidade), José Jaime (Buga), filho Sr. Edésio e meu colega de ginásio, nos anos 70, ao lado da sua irmã, Maria Rita Carvalho. Estive também com o professor Hilton Fortunato Conceição, esposo da Sra. Bernadete que nos idos das décadas de 60 e 70 proporcionou muita alegria com as escolas de samba. Professor Hilton dirigiu por muitos anos o antigo clube dos bancários, hoje Creche Santa Bernadete, na Rua Maria Quitéria, onde um dia moraram figuras ilustres como Dr. Themistócles e sua família, Dr. Adauto Sacramento e sua família, Luis Câmara e Geraldo Pedrassoli, gerentes do Banco do Brasil.
Foram tantos os amigos que foram surgindo que logo passou o tempo e tive que retornar para almoçar ao lado da minha mãe e do irmão mais velho, José Carlos (Nen), lembrando velhos tempos onde a mãe fazia o prato do filho. Tudo foi muito rápido e logo chegou a noite e a família se reuniu. Chegou o Edson com sua família, o José Luis com a Sandra e filhos, a Ione com o seu filho Leco e ali pudemos bater longos papos.
Logo pela manhã, bem cedinho, estava na hora de pegar a estrada de volta e deixar para trás a saudade e a certeza de que um dia na vida o retorno será para sempre.
Eunápolis – A chegada do Atacadão do grupo Carrefour

Foi com muita euforia que a cidade de Eunápolis recebeu na manhã de quinta feira, 6, - dia de bom Jesus da Lapa, a inauguração de uma das mais bonitas lojas do grupo Carrefour, a de número 56, como afirmaram seus dirigentes. Para o prefeito municipal, Robério Oliveira, este foi mais um avanço para o seu município que nos últimos dois anos tem recebido
vários empreendimentos, o que tem contribuído para a geração de emprego e renda. O Atacadão, por exemplo, está gerando cerca de 350 empregos diretos, além de pelo menos 600 indiretos.
Com a inauguração da unidade local, uma nova movimentação surgiu na BR-367, sentido Eunápolis/Porto Seguro, com os consumidores fazendo uma verdadeira maratona para chegar ao local que dista cerca de 2 km do centro da cidade. O seu horário de funcionamento, é das 7 às 21 horas, de segunda a sábado.
Eunápolis – professores bem servidos
Depois de mais de uma semana paralisados, os professores da rede municipal de ensino da cidade de Eunápolis chegaram a um acordo com a prefeitura. Nas negociações com o prefeito Robério Oliveira, foram concedidos 10% de reajuste a serem pagos na folha do mês de setembro, além de 4% retroativos aos meses de maio, junho e julho, a serem pagos no próximo pagamento.
Segundo o prefeito Robério, com um salário em torno de 1.6 e de 1.8 mil para uma carga horária de 40h/aula, os professores da rede municipal de ensino de Eunápolis são valorizados, ao contrário de muitos municípios espalhados pelo Brasil à fora. Para a categoria que não abriu mão sem conversar com o prefeito Robério, esta foi mais uma conquista e agora é preparar o calendário especial par a reposição das aulas, saem prejuízo para os mais de 24 mil alunos.
Guaratinga – Decisão da copa Matos esporte de futsal
A cidade de Guaratinga sediou neste domingo, 9, a decisão da copa Matos esporte de futsal, reunindo equipes dos municípios de Eunápolis, Itagimirim, Itabela, Itapebí e da própria cidade, numa iniciativa do empresário Daví Matos, da cidade de Eunápolis. Foram 42 equipes que estiveram disputando esta modalidade que reuniu cerca de 600 atletas.
Segundo o prefeito da cidade, Ademar Pinto, esta foi uma boa oportunidade para incentivar a juventude a praticar o esporte, além de livrar os mesmos das drogas e vícios da ociosidade. “A cidade vive hoje um novo tempo e já foi apontada pelo governo do estado como uma das melhores na credibilidade”, afirmou Ademar.
Frase da Semana: “Do jeito que os jovens dos 12 aos 24 anos estão sendo exterminados pelas drogas, será muito difícil nos próximos anos a população dos adultos”. Afirmativa do Sr. Antonio Reis (Diretor) do Conselho dos direitos da criança e adolescentes, quando da 3ª. Conferência, recentemente.