Astrônomos observam explosão jamais vista que põe em risco a habitabilidade de exoplanetas

Por: Redação
01/01/2026 - 07:52:51

Detecção inédita de ejeção de massa coronal fora do Sistema Solar inaugura nova era nos estudos sobre clima espacial e habitabilidade de mundos distantes

Por: Urbino Brito

Um avanço histórico na astronomia foi anunciado no fim de dezembro de 2025 e promete redefinir a forma como os cientistas analisam a influência das estrelas sobre os planetas que as orbitam. Pela primeira vez, astrônomos conseguiram detectar de maneira inequívoca uma ejeção de massa coronal (EMC) proveniente de uma estrela além do nosso Sistema Solar — uma explosão colossal de plasma e campos magnéticos semelhante às que ocorrem no Sol, porém com intensidade ainda mais extrema.

As ejeções de massa coronal são eventos energéticos capazes de lançar bilhões de toneladas de partículas carregadas ao espaço em velocidades impressionantes. No caso do Sol, essas explosões podem provocar tempestades geomagnéticas na Terra, afetando satélites, sistemas de comunicação e redes elétricas. Em estrelas mais ativas, no entanto, o impacto pode ser devastador para planetas próximos.

Segundo os pesquisadores, a EMC recém-observada foi detectada por meio da análise detalhada de variações espectrais da luz da estrela, combinadas com dados de observatórios espaciais e terrestres. O fenômeno revelou uma liberação abrupta de energia suficiente para comprimir ou até mesmo arrancar completamente a atmosfera de planetas que estejam em sua zona de influência direta.

A descoberta é considerada um marco nos estudos de clima espacial extrassolar. Até então, as ejeções de massa coronal fora do Sistema Solar eram apenas previstas por modelos teóricos e simulações computacionais. A confirmação observacional abre caminho para investigações mais precisas sobre como essas explosões moldam a evolução dos sistemas planetários.

Especialistas destacam que o achado tem implicações diretas na busca por vida fora da Terra. Mesmo planetas localizados na chamada “zona habitável” — onde a água líquida poderia existir — podem se tornar inóspitos se forem constantemente bombardeados por EMCs intensas, perdendo sua atmosfera ao longo do tempo.

Com essa detecção inédita, a astronomia dá um passo decisivo rumo à compreensão dos riscos impostos por estrelas altamente ativas e reforça a ideia de que a habitabilidade planetária depende não apenas da distância em relação à estrela, mas também do comportamento violento que ela pode apresentar.

A expectativa dos cientistas é que, a partir de agora, novas observações permitam identificar outras ejeções de massa coronal extrassolares, ajudando a construir um panorama mais completo sobre como essas explosões moldam — e muitas vezes ameaçam — os mundos além do nosso.

Fonte:  Felipe Sales Gomes / AH Aventuras na História

 

PUBLICIDADE

Últimas Notícias



PUBLICIDADE

Copyright © 2003 / 2026 - Todos os direitos reservados
NossaCara.com é propriedade da empresa Nossa Cara Ponto Comunicações e Serviços Ltda.
CNPJ: 07.260.541/0001-06 - Fone: (73) 98866-5262 WhatsApp