Ministério Público Federal pede afastamento de Robério Oliveira

Por: NossaCara.com
31/08/2007 - 00:01:00

O Ministério Público Federal (MPF) pediu nessa quinta-feira (29) o afastamento cautelar de Robério Oliveira, atual prefeito de Eunápolis. O pedido, de autoria de Augusto Guaresqui, procurador da República, é por prática de improbidade administrativa. Segundo informações, disponíveis no site da Procuradoria da República, Róberio está sendo acusado de aplicar irregularmente verbas do Fundo Municipal de Saúde (FMS) para pagar despesas de combustível de toda a frota que realiza a limpeza e coleta de lixo do município, de veículos particulares e até um caminhão-trator que remove trios elétricos. O curioso é que o caminhão-trator era alugado, com exclusividade, à empresa Axé & Cia, pertencente ao prefeito.

Além de Robério Oliveira, serão indiciados João Alves dos Reis (João do Café), diretor do Departamento de Limpeza Pública; Ruy Miranda do Nascimento, servidor público; Josemar Marinho Siquara, secretário de Comunicação; Ângelo Manuel Ferreira de Oliveira, funcionário comissionado do município; a empresa Mercantil Derivados de Petróleo Ltda (GPM) e Luciene dos Santos, secretária da empresa Axé & Cia.

No início da noite fogos de artifício incendiaram ainda mais o clima. Os boatos correram a cidade sobre o possível afastamento. Muitas pessoas, inclusive membros da administração, concentraram-se na porta da Prefeitura. Já o prefeito não foi encontrado para esclarecer a situação.

Denúncia  

No mês de maio Eunápolis foi surpreendida por uma denúncia grave
envolvendo o prefeito. Na época a Associação Comunitária Joana de Angelis (Aceja) protocolou uma denúncia contra Robério, acusando-o de improbidade administrativa. Diante da denúncia o prefeito convocou coletiva com a imprensa, na qual além de negar as acusações, fez uma contra denúncia direcionada ao seu vice, Jota Batista.

Mesmo assim, parte dessa denúncia deu subsídios para o MPF propor uma Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa e ainda pedir o afastamento. Nos pedidos finais, o procurador pede ainda a condenação dos acusados ao ressarcimento integral do dano ao erário público, bem como a suspensão dos direitos políticos, proibição de contratar com o poder público e de receber benefícios ou incentivos fiscais.

O que surpreende é que na época a maioria dos veículos de comunicação locais marginalizaram a denúncia da Aceja, mesmo sendo protocolada junto a um órgão federal.  
Fotos: Urbino Brito
 

Cópia do documento da Justiça Federal

Fonte/Autor: Luciana Oliveira

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