Foi realizado nos dias 18 e 19 de agosto no Monte Pascoal, a VI Assembléia da Frente de Resistência e Luta Pataxó. Participaram do encontro índios representando as aldeias de Corumbauzinho, Tauá, Craveiro, pequi, Tibá, Alegria Nova, Alceia Nova do Monte Pascoal, Meio da Mata, Boca da Mata, Cassiana e com a presença dos aliados Anai, Cimi, Cese, Cepedes, Sindicato dos Bancários, CUT Bahia, Fetag e da organização indígena Apoinme e das comunidades de Coroa Vermelha, Tupinambá da Serra do Padeiro e Pataxó Hã Hã Hãe.
Segundo Joel Braz o objetivo do encontro é avaliar a situação em quese encontra os estudos para a demarcação do território pataxó e as dificuldades encontradas pelo povo pataxó em conseqüência da insuficiência de terras para garantir a SUS sustentabilidade, a valorização e o fortalecimento da cultura do povo pataxó.Da assembléia saiu as seguintes reenvidicações, demarcação imediata do território com área continua respeitando os direitos históricos dos índios. Por esse motivo decidiram iniciar uma campanha internacional pela demarcação do território Pataxó. Não aceitando nenhum tipo de negociação que tenha como objetivo a redução do território.
Uma política especifica que garanta a sustentabilidade das comunidades, bem como a segurança alimentar do povo pataxó. Uma política de saúde que respeite a diversidade e especificidade de povo indígena conforme determina a constituição federal, promovendo uma assistência médico-hospitalar eficaz e ágil, mas também que valorize e respeite as praticas curativas tradicionais.
Uma política de educação especifica que respeite a realidade sócio-cultural, garantindo uma infra-estrutura com construção de escolas e equipamentos, materiais didáticos adequados, a formação dos professores com a participação das comunidades na definição de uma educação diferenciada. Implantação de uma política de moradia e saneamento básico.
A erradicação da monocultura do eucalipto e de qualquer outro monocultivo em terras indígenas, reafirmamos o compromisso em defesa do meio ambiente e auto-gestão do nosso território.
A frente informa que considerando a dura realidade que vive os índios ao longo dos anos, combatendo políticas de negação de identidade e de direito do seu território, a discriminação e exclusão social, afirmamos que continuaremos resistindo a todas as formas de injustiças que afeta o nosso povo, setores explorados e excluídos da nossa sociedade, como quilombolas, sem terra, pequenos agricultores, pescadores e outros. Exigimos atenção as nossas reivindicações como forma de respeito aos nossos direitos constitucionalmente garantidos.
Texto e fotos: João Pereira
Fonte/Autor: João Pereira - Site Sulbahia News.com