
As últimas décadas do século XX foram marcadas pelos incessantes conflitos entre países do Oriente Médio, e deles com os Estados Unidos. Num crescente processo de globalização em parceria ao da americanização – ao estilo do Imperialismo –, essa foi a época do terrorismo, das pequenas guerras. Desde então, o sinistro clima conflituoso no mundo veio se agravando ainda mais: diversos países aderiram à política do levante de muros, se isolando uns dos outros. Alternativa adotada desde a ascensão do capitalismo no mundo.
O memorável Muro de Berlim - derrubado em 1989 -, o qual dividia as duas Alemanhas, não foi, nem de longe, o último empecilho para a restauração da paz entre vizinhos. Palestina e Israel já trataram de seguir o exemplo – possuindo a mais notória das construções para a preservação das terras de cultivo ancestrais por parte dos israelenses. Não somente esses, mas tantos outros países o estão fazendo com normal freqüência: Estados Unidos e México (pela questão da imigração), Índia e Paquistão (pela divisão da Caxemira), Kuwait e Iraque (pelos constantes conflitos), Bagdá e Estados Unidos (para impedimento de ataques xiitas na capital iraquiana); cada qual com seu muro personalizado – concreto, arame farpado, metal (!). Uma questão é certa: a boa vizinhança entre os pequenos mundos está tão fragmentada quanto o Muro de Berlim.
Essas pequenas guerras são prova de que a racionalização da globalização só traz pavor e mortes, resumindo um mundo em fronteiras cada vez mais alarmantes e invasivas.
Lamentavelmente, o sentimento de benevolência foi abolido das relações mundiais - a empatia então nem se fala -, e as rivalidades constantemente renovadas ou ampliadas. Fraternidade, respeito e coexistencialismo são o que falta entre os homens, elementos fundamentais para a cordialidade no mundo, os quais estão cada vez mais distantes da nossa terrível realidade capitalista.
Fonte/Autor: Mariana Ferreira