A Câmara Municipal de Eunápolis executou nessa última quinta-feira (16) a decisão judicial que exigia a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias contra Vasco Queiroz, presidente da Casa. Ele é acusado pelo colega de praticar crimes de improbidade administrativa, estelionato, falsidade ideológica e formação de quadrilha.
A comissão, formada por sorteio, é composta dos vereadores Ubaldo Suzart, que ocupa a presidência, Fábio Roldi como relator e Moacir Almeida, à frente da secretaria. Na mesma sessão foi apresentada denúncia contra Claudionor Nunes que teria recebido diárias para cobrir gastos com viagens que jamais aconteceram. Como a denúncia já foi apreciada duas vezes pela Câmara e também está em andamento na Justiça, os vereadores não foram favoráveis à implantação de mais uma CPI. Vasco é acusado não só de tentar obstruir a implantação da CPI, como também de tentar desviar a atenção apoiando a denúncia contra o colega Claudionor. Durante a sessão os dois vereadores trocaram ofensas e até mesmo familiares participaram do troca-troca.
Eunápolis anda em ritmo de denúncia. Ainda na quinta-feira à noite ocorreu sessão ordinária. Na pauta uma denúncia contra o prefeito Robério Oliveira, vetada por seis votos contrários e apenas dois favoráveis.
A denúncia
Claudionor Nunes, ex-presidente da Câmara, protocolou em 18 de junho denúncia contra o atual presidente, Vasco Queiroz. Ele é acusado pelo colega de praticar crimes de improbidade administrativa, estelionato, falsidade ideológica e formação de quadrilha. De acordo com informações do mandato de segurança impetrado por Claudinor contra Vasco Queiroz, o presidente teria participado ou permitido o funcionamento de um esquema que simula renda e vínculo empregatício de algumas pessoas com a Câmara Municipal. Essas pessoas, mesmo sem prestar qualquer serviço à Casa, teriam sido beneficiadas numa operação de empréstimo por consignação em folha de pagamento, através de um convênio que a Câmara mantém com o Banco Matone. No mês de março o mesmo banco foi alvo de uma ação civil pública, ajuizada pela 4ª Defensoria Pública de Itabuna. A ação questionava a maneira como foram formalizados empréstimos consignados no município de Camamu.
Fotos: Urbino Brito
Fonte/Autor: Luciana Oliveira