17 famílias foram obrigadas a desocupar um terreno no bairro Itapoã na tarde dessa sexta-feira (13). A desocupação foi uma determinação legal, viabilizada através de uma ação de reintegração de posse. As famílias invadiram o terreno, localizado ao lado da Igreja Maranata e próximo ao Posto Cabral, há cerca de um ano. Apesar da falta de infra-estrutura, como água encanada e luz elétrica, algumas pessoas pretendiam construir casas no local.
A reintegração foi realizada por um oficial de justiça acompanhado pordez homens da Polícia Militar (PM), que foi solicitada legalmente. Segundo relatos do casal Edivaldo Santos e Alexandra Nascimento Souza, ex-moradores do local, a ação foi conturbada, um trator ameaçou derrubar os barracos sem que os donos retirassem os pertences. Quem também esteve presente foi a vereadora Ruth Contadora, que vem acompanhando a situação há cerca de 15 dias. Segundo a vereadora os moradores receberam um prazo da justiça de 10 dias para desocuparem o terreno e retirarem os barracos. A data limite venceu nessa sexta-feira (13), como não se retiraram, a justiça e a PM foram acionadas.
Como muito moradores protestaram e se recusaram a sair, proprietário e oficial de justiça foram obrigados a acatar a sugestão da PM e disponibilizar caminhões para retirada dos pertences. Esse processo deve continuar nesse sábado (14).
Situação crítica
A maior parte dos moradores procuraram abrigo em casa de parentes e amigos. Opção que ficou inviável para o pedreiro desempregado, Kleber Eduardo Pereira dos Santos e sua esposa, a diarista, Cleusa Santos Silva. Pais de três meninas, o único abrigo possível era a casa da mãe de Cleusa, que não pode recebê-los, já que divide espaço com mais familiares. O casal está locado na sede do Projeto Habitar, no Distrito Industrial de Eunápolis, depois da intervenção de Ruth Contadora. A vereadora encabeça o projeto que atua na área de qualificação habitacional de zonas carentes da cidade.
Kleber e Cleusa moravam há oito meses no terreno invadido. SegundoKleber a Igreja Maranata estava descontente com os vizinhos. “A greja chamava a gente de mendigos e ameaçava fechar a entrada do terreno” detalha. Já a vereadora Ruth informou que a Maranata iniciou um processo de compra do terreno em questão.
Há cerca de dois meses atrás o processo de desocupação teve início, é o que afirma os ex-moradores ouvidos. Mesmo com o stabelecimento de um prazo para a desocupação, eles continuaram no local. “Como não tínhamos lugar para ir, continuamos lá” desabafa Cleusa.
A questão foi levada ao prefeito Robério Oliveira por Ruth Contadora. O prefeito garantiu resolver a situação, doando terrenos em outro local às 17 famílias, que agora permanecem dispersas e sem casa.
Fotos: Urbino Brito
Fonte/Autor: Luciana Oliveira