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João Alves Neto, promotor público um dos mentores da fundação do Instituto. |
Um encontro entre expoentes da comunidade eunapolitana no último sábado (07) deu o pontapé inicial para a criação do Instituto de Arte e Cultura de Eunápolis. O evento foi promovido por João Alves Neto, promotor público, Marta Regina Lima Pereira Kurosaki, professora da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), campus de Eunápolis e Max do Carmo, artista e também dirigente do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal. A reunião aconteceu na Loja Maçônica 05 de Novembro e reuniu imprensa, Ongs, artistas locais, grupos artísticos, estudantes, associações de classe, empresariado e Poder Público, além de CDL, |
Max do Carmo, diretor de cultura do municipio. |
Veracel Celulose e profissionais liberais. O público foi brindado com apresentações do poeta Tarcisio Formiga e do grupo Viola de Bolso.
A idéia do Instituto é criar uma estrutura para aplicação de políticas públicas culturais através da captação de recursos em nível estadual e federal. Para o promotor João Alves Neto o Instituto será um canal de polarização das várias manifestações culturais existente na cidade, mas que até o momento trabalham de forma isolada. Idéia que o poeta Tarcisio Formiga, presente no evento, também comunga. “Eunápolis é um grande celeiro de artistas, hoje é um dia histórico”, detalha o contador de histórias.
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Marta Regina Lima Pereira Kurosaki, professora da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), campus de Eunápolis. |
Esse espaço cultural proposto é também fruto de um novo contexto eunapolitano pontuado pelo promotor. A implantação de diversas instituições de ensino superior vem dando fôlego novo à cidade. Alves pontuou essa presença como uma alavanca de desenvolvimento e mudança de pensamento para os eunapolitanos. Segundo o promotor, Eunápolis é a cidade que mais cresce no Extremo Sul, além de apresentar também um povo batalhador, a carência é de políticas públicas e maior fiscalização da sociedade em relação à atuação dos poderes públicos.
O Instituto será uma associação municipal sem fins lucrativos e de direito privado. O grupo proponente realizou algumas visitas a possíveis espaços que podem sediar o Instituto. Foram cogitados as instalações do DNER, Parque Gravatá e antigo Cine Aguiar. A melhor opção apontada é o prédio do antigo escritório da Veracel, situado às margens da BR-101. Já existem negociações com a empresa no sentido dela disponibilizar o prédio que possui uma área total de 14 mil m².
Ainda no sábado foi lavrada a ata de fundação do Instituto de Arte e Cultura de Eunápolis. Está marcada para o próximo dia 17 de julho a eleição do corpo dirigente.
Comunidade atuante
Eunápolis, apesar de seu potencial de crescimento e modernização, se mantêm à margem das novas diretrizes para políticas públicas culturais. Manifestações populares como o reisado, grupos de capoeira e artistas de vários segmentos recebem pouca ou nenhuma assessoria da Prefeitura. As novas iniciativas amargam o mesmo tratamento a exemplo da Orquestra Sinfônica de Eunápolis, que está passando por sérias dificuldades.
Em nível federal o desenvolvimento cultural vem galgando avanços significativos com a criação de dispositivos de incentivo. Seguindo essa mesma trilha, o contexto estadual se apresenta extremamente favorável. Somente em junho foram aprovadas reformulações no FAZCULTURA e mais de R$ 30 milhões destinados ao Fundo Estadual de Cultura. Nas discussões em torno do desenvolvimento cultural baiano uma atenção especial com o interior é tema recorrente.
Mesmo assim, o clima em Eunápolis é de desconhecimento ou não veiculação dessas informações por parte do poder público. A criação de um espaço público para a cultura eunapolitana é bem vinda no sentido de tornar independente e mais atuante os diversos grupos culturais.
Fotos: Urbino Brito
Fonte/Autor: Luciana Oliveira