
Façamos uma análise do governo de Jaques Wagner nesses primeiros seis meses. Sabemos que não é fácil desmantelar um sistema de 16 anos ininterruptos, onde o atual governador deparou com várias dificuldades, como poderia citar aqui algumas delas: Falência da Cesta do Povo, salários defasados de funcionários e o grupo do G8. Para quem não sabe, o G8 é um esquema formado por oito empresas no estado que administrava todas as ações do governo passado, desde segurança a obras de saneamento básico, um esquema realmente pesado que corroia os cofres do governo. Outro problema, e dos grandes, são os cargos de confiança, que ultrapassa a casa dos 20 mil. Imagine ter que substituir todos eles! Vale ressaltar que existem muitas pessoas competentes nesses cargos, assim como tem gente à frente de alguns, tentando atrapalhar o bom andamento do governo, por isso o governador, com a habilidade que lhe é peculiar e que já foi, por mais uma vez demonstrada para todo o Brasil, quando o mesmo foi um dos mais importantes ministros do presidente Lula, vem agindo com paciência e muita cautela para se estabelecer um governo forte e arrojado como todos os baianos esperam dele. 
Tudo bem é compreensível esse atraso do governador em dar início seu verdadeiro plano de governo, afinal, são quarenta anos de carlismo na Bahia. Desmontar isso, não é tarefa fácil e nem tampouco da noite para o dia. Mas, também já estamos na casa dos seis meses de gestão e os mecanismos do governo necessitam caminhar prá frente. O governador que goza de alto prestígio junto ao presidente Lula, e por essa razão é que todos os baianos sensatos acreditam num bom desempenho de Wagner, além, claro, de sua competência, precisa ser mais ágil em suas ações. A educação está sendo prejudicada, a segurança não anda bem das pernas e o agronegócio vai de mal a pior. A população já está começando a se manifestar. Tem gente até apostando num governo como outros de oposição que já passaram pela Bahia. Todavia, nenhum deles tinha o prestígio junto ao presidente da república como Jaques Wagner, o que é de se considerar.
Esperamos, sim, um governo austero, dinâmico e, acima de tudo honesto.
Fonte/Autor: Gil Rocha - Jornal o Farol