
O compositor e cantor Carlos Dobêla, natural daqui da região, teve uma rápida passagem no mês passado por Belo Horizonte, onde participou do lançamento do CD “Cantigas do Vale”, produzido pelo também cantor e compositor mineiro Rubinho do Vale, que reuniu importantes nomes da música e poesia do Vale do Jequitinhonha, como Newton Oliveira, Wilson Pires, Carlos Farias, Tau Brasil, Nen Viana, Airton Prates, Lucinho Cruz, Helena dos Santos e o próprio Rubinho, que interpretam canções do poeta, letrista e compositor, Geovane Figueiredo. A participação de Dobêla no CD, deu-se através da música Jequitinhonha, que ele fez em parceria com o importante poeta mineiro. 
Dobêla viveu na capital mineira, cinco dias de verdadeiro reconhecimento do seu talento, se apresentando nas duas mais importantes casas de shows de BH: o Palácio das Artes e a Music House, sendo que no Palácio das Artes, foi feito um flash que foi apresentado na TV Globo Minas; participou ainda da gravação de uma entrevista na Band Minas, onde cantou do vivo; e de um encontro de poetas mineiros.
A gravação do CD “Cantigas do Vale” bem como o show de lançamento, no Palácio das Artes, teve como patrocinadora a Secretaria de Cultura do Estado, que patrocina o programa a Música do Jequitinhonha – Sons do Brasil, que tem por objetivo resgatar valores e a música regional mineira.
A participação num programa cultural tão importante, com tanto apoio oficial, chamou a atenção Dobêla, que não vê aqui na Bahia nada nem parecido. Essa situação de abandono da cultura aqui, aliás, foi alvo de comentário do artista baiano. “Em minha terra não valorizam a cultura. Não há incentivo”, declarou. Os artistas mineiros teriam ficado perplexos.
Com mais esse momento que pode ser considerado mágico na sua carreira, Carlos Dobêla se firma cada vez mais como compositor e cantor de raiz popular. Criando versos e rimas que nascem na observação dia a dia, ora em situações bizarras, ora defendendo a natureza, a cultura, o meio-ambiente, e outras vezes criticando situações e comportamentos não-éticos de políticos, governantes e até do cidadão comum.
Esse é o menino nascido e registrado Carlos Overlando Teles, poeta nato a quem a vida tem sistematicamente negado uma grande oportunidade, que insiste em criar, de forma renitente, acreditando que é necessário sonhar.
Foto: Urbino Brito
Fonte/Autor: Da redação do Nossa Cara.com