Aterro da nascente do Córrego do Gravatá foi denunciado na Câmara.

Por: NossaCara.com
21/05/2007 - 12:42:00

Em uma das sessões mais movimentadas deste primeiro semestre, a Câmara discutiu um dos maiores desafios da humanidade para a sobrevivência da espécie humana na terra. A degradação do meio ambiente. Apesar de ser um velho conhecido dos eunapolitanos, o problema, grave por sinal, foi tema abordado na Tribuna da Câmara, pelo bacharel José Henrique, presidente da Comissão de Meio Ambiente, da Ordem dos Advogados do Brasil. Com um discurso conciso, o bacharel, chamou a atenção da sociedade em geral, e, principalmente do poder legislativo eunapolitano para uma situação que está ficando insustentável. Henrique denunciou que estão aterrando gradativamente as nascentes do Córrego do Gravatá. Segundo ele, diariamente dezenas de caçambas de entulhos, lixo e outros dejetos estão sendo depositados próximos á nascente sem que ninguém tome as providências cabíveis. Em seu pronunciamento acusou o legislativo de omisso, pois foi protocolada, segundo ele, farta documentação comprovando tais agressões ambientais e que nada foi feito para mudar a situação.

Citando como exemplo a manobra usada pela Veracel para acabar com o povoado de Marília, no município de Belmonte, o representante da OAB, denunciou na tribuna o avanço indiscriminado da plantação do eucalipto no município, que segundo ele comprometerá em breve a existência do povoado de Ponto Manéca, Ponto Bahia e quiçá, a cidade de Eunápolis.

A conclusão do discurso de José Henrique na sessão desta quinta-feira (17/05) foi em forma advertência às autoridades, prometendo como presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB, co-responsabilizar o legislativo em caso de omissão.

O lixo foi outro tema lembrado. Ao falar deste tema tão complicado, citou exemplo projeto concebido pelo Dr. Tinoco, uma das maiores autoridades sanitárias do país, que é bem sucedido no município de Viçosa (MG), onde as indústrias de reciclagem tem sido alternativa viável para a preservação “ambiental”, gerando ainda ocupação e renda para aquela comunidade, e que serve de exemplo para qualquer município do Brasil.  Para ele, o município estará incorrendo em erro, se, ao invés de investir na reciclagem do lixo, optar pela construção do “aterro sanitário”.

O tema “agressão ao meio ambiente” dominou os debates até ao final da sessão. Os parlamentares prometeram reagir criando comissões específicas para dar um freio nos possíveis desmandos.

Washington Teixeira

Assessoria de Comunicação

 

 

Fonte/Autor: Washington Teixeira - Assessoria de Comunicação

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