
Salvador. Bahia. Verão de 1987. Os atores Moacir Moreno e Lelo Filho, que se conheceram em 1982 no extinto Curso Livre do Teatro Castro Alves, após alguns encontros e muitas discussões sobre o modo predominante de se produzir um espetáculo teatral naquele final de década, decidem, juntamente com mais quatro colegas de cena, formar um grupo e inverter o processo de criação e produção, passando a dividir com a figura do diretor toda a concepção da montagem, desde a escolha do texto. Surgia então uma nova companhia de teatro. O nome? A escolha foi por um trocadilho que já definia o que viria a ser a marca registrada daquele grupo de atores, com todo o seu humor e irreverência: Companhia Baiana de Patifaria, cujo objetivo era pesquisar e montar um gênero teatral que andava ausente dos palcos baianos: a comédia – tendo inicialmente o “teatro besteirol” como fonte de pesquisa. 
“Patifaria na Bahia não quer dizer desaforo ou pouca vergonha. A expressão significa também, brincadeira exagerada, que passa da conta.”
Por Jefferson Del Rios, Jornal da Tarde, SP/1991.
Salvador. Bahia. Verão de 2007. Ao completar 20 anos nos palcos do Brasil, a Companhia Baiana de Patifaria atingiu a marca de mais de um milhão de espectadores, que já assistiram a um repertório de 6 espetáculos: a criação coletiva de “Abafabanca”, o teatro besteirol de “A Bofetada”, a comédia musical em “Noviças Rebeldes”, a união de todas em “3 em
Há 18 anos estreava “A Bofetada”, uma comédia plena de baianidade que promoveu uma mudança radical no comportamento do público em Salvador e já foi apresentada em 47 cidades de norte a sul do país, incluindo longas temporadas em São Paulo e Rio de Janeiro. Com excelentes críticas na imprensa nacional e grande demanda de público, em pouco tempo "A Bofetada" já era considerada um marco na recente história do teatro baiano, passando a ser discutida como espetáculo e produção em cursos universitários e sendo tema, inclusive, de teses de mestrado inúmeras vezes.
A montagem que comemora a maioridade do espetáculo e se prepara para a Turnê Nacional 2007, passando mais uma vez por Porto Seguro, reúne os atores Jarbas Oliver, Nilson Rocha, Bubba de Campos e Lelo Filho, que também assina a direção.
“A Bofetada” – O Espetáculo:
Centrada basicamente no timing de comédia do ator, “A Bofetada” é uma montagem que se tornou atraente para o espectador pela grande capacidade de comunicação e de renovação a cada nova temporada, uma vez que o cotidiano do país e da cidade onde é apresentada vai sendo inserido no contexto do espetáculo, tornando cada apresentação imprevisível. Os textos servem de base para o improviso e a comunicação direta com a platéia e para arquitetar a montagem, os “patifes” foram buscar inspiração em clássicos da comédia brasileira da década de 80, através do talento de três autores.
No primeiro quadro “O Calcanhar de Aquiles”, baseado em texto do premiado autor Mauro Rasi (Pérola, A Estrela do Lar, etc.) a crítica e a vanguarda são os alvos, ao confrontar a crítica teatral Vânia Leão e sua amiga Dirce Mendonça (interpretadas pelos atores Nilson Rocha e Jarbas Oliver) com Eleonora, atriz decadente (vivida pelo ator Bubba de Campos), que se dispõe a interpretar, sozinha, 60 personagens de uma tragédia grega.
Os dois esquetes seguintes foram escritos por Miguel Magno e Ricardo de Almeida e também tratam do universo do teatro. Em “O Ponto e a Atriz”, vários gêneros teatrais são ironizados ao resgatar a função do Ponto, figura que lembrava o texto para as divas das grandes companhias de teatro, durante as apresentações. O Ponto ganha interpretação do ator Bubba de Campos, que divide a cena com os atores Jarbas Oliver interpretando a ananzinha Camila, Nilson Rocha como a sensual Helena e a escrachada Araci e o ator Lelo Filho, que também assina a direção da montagem, interpretando a Rainha Boba.
No último esquete, “Fanta e Pandora”, o ensino do teatro é o foco central e a platéia é transformada em mais um personagem com quem duas professoras universitárias passam a interagir numa improvável aula sobre a influência de 2 fonemas no teatro javanês, durante os últimos 15 dias do século XII a.C.. O ator Lelo Filho, interpretando Fanta Maria, divide a cena, desta vez, com Jarbas Oliver, que dá vida a Pandora Luzia.
Transformar o cotidiano em humor rendeu à Companhia Baiana de Patifaria um vocabulário recheado de expressões populares que, pelo efeito hilariante provocado em cena, acabam adotadas também pelo público como o exagerado cumprimento do interior da Bahia - oi, qui é qui ai, como é que vai, tá boa? Adorei milhões, ô xente, hoje eu tô tão tão que nem nem, e o famoso “é a minha cara”.
“A Bofetada”: O Retorno à Porto Seguro
Para celebrar os 18 anos de seu maior sucesso e a marca dos 500.000 espectadores que já assistiram “A Bofetada”, a Cia Baiana de Patifaria realizará a Turnê Nacional 2007 retornando com o espetáculo aos principais teatros brasileiros por onde já passou, comemorando com o público de Vitória da Conquista, Ilhéus, Porto Seguro, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Rio de Janeiro.
Para ver fotos e saber mais, acesse nosso site: www.ciadepatifaria.com.br
A COMPANHIA BAIANA DE PATIFARIA
APRESENTA 
Ficha Técnica
Textos adaptados de
Mauro Rasi, Miguel Magno e Ricardo de Almeida
Elenco
Lelo Filho, Nilson Rocha, Jarbas Oliver e Bubba de Campos
Concepção Original Direção
Fernando Guerreiro Lelo Filho
Cenografia Figurino
Eugênio Luiz Miro Paternostro
Produção Executiva
Marcos Motta
Lelo Filho
Projeto Gráfico
Bamboo 
Centro de Cultura de Porto Seguro
De
Quinta a Sábado às 21h e Domingo às 20h
Preço: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Contatos com a Produção: ciadepatifaria@terra.com.br
Tel/Fax: (71) 3264-3369/ 3264-7776
Produção Local Porto Seguro: Mônica Gheno (73) 8827- 4725
Fonte/Autor: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Porto Seguro