
Segundo estatísticas o índice de dengue saltou de 6% para 17% em Itabuna. O resultado do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Agypti (Liraa) mostra que, ao invés de cair, vem aumentando o número de domicílios com criadouros do mosquito da dengue na cidade e o risco de epidemia é enorme. Os dados acabaram repercutindo um destaque negativo para Itabuna na mídia nacional como a cidade brasileira com o maior índice de infestação de larvas do Aedes aegypti.
Itabuna já apresentava altos índices. De acordo com um levantamento no final de 2005 indicava o índice de infestação era de 10,7 por residência, colocando a cidade no segundo lugar do ranking dos municípios em situação critica. Naquela época a primeira posição ficou com a cidade de Queimados-RJ, que tinha 11,1 para cada grupo de 100 casas. A partir do nível 4 o Ministério da saúde considera a situação crítica.
Diante do crescimento vertiginoso do índice constatado em 2005 o Ministério chegou a fazer uma campanha só para Itabuna, com alertas por telefone e comerciais no rádio. O município também foi advertido que o índice de infestação continuava subindo ao invés de cair. Já no final de novembro, o órgão alertou que a situação mais preocupante era em Itabuna, onde em cada 100 casas pesquisadas, 17 apresentaram larvas do Aedes. O cenário ideal é menos de uma casa a cada grupo de 100.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta alerta que, com a chegada do verão, o mosquito encontra as condições ideais para sua reprodução: chuvas e calor. Diferente de outros municípios problemáticos onde os índices caíram, Itabuna foi o município onde a infestação cresceu mais.
Fonte/Autor: Luciana Oliveira