
O Secretário de Turismo de Porto Seguro, Anderson Guilherme Quaresma demonstrou preocupação com a atual crise envolvendo os controladores de vôos, gerando constantes atrasos nos embarques e desembarques das aeronaves nos aeroportos nacionais, o que na opinião do Secretário, poderá influenciar negativamente no desempenho da temporada

De acordo com Quaresma, cerca de 600 mil passageiros deverão optar pelos cruzeiros marítimos, cujas vendas apresentam crescimento de 20%, com pacotes que variam de R$ 700 a R$ 14 mil. Ele avalia que moradores de estados como Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais e outros que não são servidos pelos navios, podem optar pelo turismo regional. "Não queremos assustar ninguém, mas devemos ser cautelosos com os investimentos e buscar uma maneira de nos posicionar comercialmente no mercado diante desta crise", sugere, acrescentando que "a Prefeitura vai ampliar a divulgação nos estados circunvizinhos, utilizando TVs abertas e publicações de circulação nacional".
Morosidade do Governo
Na opinião do Secretário, a declaração do Governo Federal, que propõe solucionar o problema do tráfego aéreo até a semana do Natal - a partir de uma comissão interministerial, formada pelos ministérios da Fazenda, Planejamento e Procuradoria Geral da União além da Aeronáutica, ANAC, Infraero e três entidades da Sociedade civil - não irá resolver o problema de Porto Seguro e de outros destinos turísticos. "É preocupante essa proposta do Governo, pois os pacotes turísticos para o Verão, precisam ser vendidos antes disso, especialmente no mês de novembro. É uma solução muito morosa, para uma situação tão grave", resume.
As famílias com crianças e os turistas da melhor idade, são, de acordo com Anderson Guilherme, os mais vulneráveis a esse tipo de situação, pois não suportam longas esperas nos aeroportos, o que torna a situação mais crítica ainda em Porto Seguro. "O equipamento aeroportuário de nossa cidade é deficiente e pode prejudicar imensamente a imagem do nosso destino se o passageiro precisar passar por um longo período de espera. Portanto, o trade também poderia se prevenir, acelerando a divulgação de seus empreendimentos e do destino nos estados circunvizinhos, onde a malha rodoviária não é superior a 10 horas de viagem", aconselha.
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Fonte/Autor: Hilda Rodrigues Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Porto Seguro