Dia da Consciência Negra

Por: NossaCara.com
21/11/2006 - 08:48:00

O dia 20 de novembro é lembrado no Brasil não só pela comunidade negra, mas por todos aqueles que acreditam e lutam por relações igualitárias entre os homens e respeito à diferença. Essa data marca a memória de Zumbi dos Palmares que escreveu com a própria vida seu nome na história da luta por ideais grandiosos como igualdade e justiça social. O Quilombo dos Palmares é um dos principais símbolos da resistência negra na época da escravidão, também conhecido por Angola Janga, que significa Angola Pequena. Localizava-se na Serra da Barriga, atual Estado de Alagoas, local de grandes plantações de cana-de-açúcar.

Palmares conseguiu ser por um longo tempo um foco de resistência aos ataques da Coroa, conseguindo também ter uma vida social extremamente organizada, chegando a contar, em 1640, segundo os holandeses, quase dez mil quilombolas. Portanto era de interesse da Coroa e dos grandes proprietários de terra aniquilar Palmares, para tentar recuperar escravos e para evitar que o quilombo se tornasse referência para os negros, incitando-os à fuga.


O dia 20 de novembro é a data da morte do líder de Palmares, Zumbi. Essa data foi escolhida pelo Movimento Negro Brasileiro, nesses novos tempos, para marcar também o Dia da Consciência Negra. Para Zumbi, o mais importante não era viver livre, mas libertar todos os negros ainda escravos. Então é nesse espírito que a data deve ser encarada, de luta pela liberdade que hoje ganha outros significados.


O negro é sem dúvida o elemento étnico que maior contribuição trouxe à formação da cultura brasileira. Por outro lado foi os braços negros que movimentaram a economia açucareira, a mineração e a cafeeira até a chegada dos imigrantes. Nos porões dos navios negreiros, já vinham os germes do samba, do frevo, do candomblé, do carnaval, do culto à Iemanjá, do sabor quente e forte de nossa comida, além de crenças e hábitos os quais nos acostumamos tanto, que nem paramos para pensar de onde vêm. Mas hoje, 113 anos depois de outorgada a abolição da escravatura, ainda podemos acompanhar a luta das ONGS com a questão racial para mudar a imagem social do negro no País. O preconceito está enraizado em nossas formas de aprendizagem, em nosso veículos de comunicação e nossa forma de produzir sentido. Portanto se faz necessário repensar como travamos nossa relações com o outro e enfim enxergar a beleza da diferença e a justiça da oportunidade igualitária.


Texto baseado em informações do site: http://www.colegioantares.com.br

Fonte/Autor: Luciana Oliveira

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